Terça-feira, Dezembro 28, 2004

Sucesso!!! Sucesso?

Lair Ribeiro e outros megastars da oratória vivem falando de sucesso e ganhando muita grana com isso.
Sempre tem um empresário ou patrão disposto a desembolsar uma grana pra eles mostrarem como somos incompetentes e fadados ao fracasso.
Esquecem de treinar as pessoas em atitudes simples e corriqueiras que vão ajudar a manter a motivação, a empolgação, o ânimo.
Coisas como esperar pelo pior e desejar o melhor. Parece paradoxo, mas é um mecanismo de defesa muito útil, e pergunte a qualquer médico, o medo salva vidas.
Disciplina, atitude exigida com certa violência até o final da década de 70 nas escolas, mas que ensinava os jovens a se virar em momentos difíceis e não terem medo de encarar responsabilidades como paternidade e casamento. Sempre costumo mencionar que nunca houve (nem se ouviu falar) alguém de sucesso que não tivesse trabalhado noites a fio, perdido feriados e fins-de-semana e trabalhado até em dias de luto.
As prateleiras de auto-ajuda crescem nas livrarias repetindo fórmulas dos anos 30 norte-americanos.
E parece algo "felomenal" ouvir uma frase que é quase um pleonasmo "o sucesso não ocorre por acaso", como se alguém algum dia tivesse dito o contrário.
O sucesso nos relacionamentos está em vivê-los com erros e acertos, tentativas e desistências.
O sucesso nos negócios é atingido com trabalho, intuição, cobrança, estresse e doenças vasculares, relacionamentos e inimigos. Afinal, como dizem os pentecostais: se não houver luta não há vitória.
Sucesso pode não estar numa idéia maravilhosa de um livro ou filme, mas na estratégia de marketing. Pode não estar na habilidade com a bola no pé, mas na competência do empresário que consegue contratos com a Nike. Sucesso pode não ter nada a ver com competência em aproveitar as oportunidades, mas na confiança que os patrocinadores têm em apostar. Pode não ter nada a ver com talento, mas com a falta de talento que prende os brasileiros pocotós na frente da telinha.
Sucesso consiste em trabalhar e ser feliz sabendo que estou fazendo o melhor posível, mesmo sabendo que isso pode ser exatamente o que vai me demitir, ou me deixar rodado com aquela pessoa que se queria conquistar.
Sucesso é tomar Coca-cola e depois dar aquele arroto que faz o cara lá da esquina mandar suspender a feijoada.

Quinta-feira, Dezembro 23, 2004

O negócio é falar dos outros

Fofoca? Não é bem assim. Apenas fazer aquele comentário como quem não quer nada. Mas, eu não inventei nada!
Apenas estou repetindo, ou seja, estou vendendo o peixe pelo preço que comprei.
Mas, voltando ao assunto...
Não é querendo me meter mas (não conta pra ninguém, viu?), sabe onde eu vi aquela garota? Chuta! 'Cê nem imagina! Mas, rapaz, ela ficou verde quando me viu!
Pois é. Imagina só. O cara que tava com ela num enetendeu nada. E o corninho em casa, estudando pro concurso.
Mas, num é da minha conta, né?
Mudando de assunto: vi o chefe no maior papo com o namorado dele. Ééé! Eu ja imaginava que o cara era mona, e depois dessa... a turma do trabalho vai gostar de saber. Mas, ele faz com o _ dele o que quiser.

E assim caminha a humanidade. Ninguém se mete na vida dos outros, mas o cara que se distraiu no trânsito de repente virou o maior barbeiro do mundo e ainda por cima é corno. Aquela pessoa que me deixou rodado na pista é vagaba e se eu tivesse um carrão é claro que ela é que vinha atrás de mim. E aquele carinha que não tira o olho da minha amiga que foi comigo ao cinema ontem?

Sorte dos meus amigos que sou um cara educado e ético. Que não me meto na vida de niguém nem fico inventando historinhas.
Mas, você sabe da última? Nem te conto....

Domingo, Dezembro 19, 2004

Coragem pra ser preguiçoso.

Que drama é acordar cedo depois de uma noite bem dormida e não ter desculpa nenhuma pra poder ficar mais tempo na cama e, quem sabe, perder a hora.
Quando amanhece chovendo é ótimo, porque, no meu caso que não tenho carro nem guarda-chuva, dá pra atrasar um pouquinho.
Mas, acordar cedo em fim-de-semana para lavar roupa, ou pra ir visitar aquela pessoa (depois de arrumar a casa, é claro) que você não visita há algum tempo e já lhe cobrou isso três vezes, aí fica difícil.
Depois que já se está de pé tudo fica mais fácil, é só tomar um banho que o dia finalmente começa.
Depois da hora do almoço, aquele almoço de fazer raiva à nutricionista, vem a benfazeja televisão e o calor típico da região norte com sua umidade constantemente acima dos 65% pra nos colar no sofá e obrigar a assistir alguma coisa, mesmo que o controle remoto não encontre nada que se preze. Por isso ficamos fãs do futebol, na tv, é claro.
Depois de uma tarde completamente morgada vem a briga com as almofadas pra ir tomar outro banho e tentar fazer a noite começar.
E amanhã já é segunda-feira! Por que na Terra os dias fúteis não podem ter o dobro de horas que os dias úteis (INTERROGAÇÃO - este teclado está sem o símbolo, dããã)
Mas, na segunda-feira o chefe já sabe que a pergunta do porquê do atraso é apenas retórica, e qualquer desculpa vale. Bem, até lá eu penso algo.

Segunda-feira, Dezembro 13, 2004

O quê que se há de fazer?

Cada dia que passa parece que é um novo dia. Mas, o dia novo já começa com um terço de vida passada em brancas nuvens.
Assim, o dia já começa na meia-idade e pertinho da crise típica dessa fase da vida.
Vem aquela dor no corpo, que passa com uma bela espriguiçada e um banho. Mas, logo vem a chateação de ter que trabalhar pra poder pagar as dívidas, pra poder fazer mais dívidas (brasileiro não vive sem essa tecnologia).
E o dia, que começa tendo crise de meia-idade vai fazer a gente se sentir velho com o passar das horas. Principalmente aquelas horas depois do almoço, onde a gente fica pesadão e vem mais uma crise: tenho mesmo que voltar pro trabalho? É, trabalhar pra pagar as dívidas pra fazer mais dívidas.
Mas, a loucura começa a ficar pior quando é sexta-feira, porque a idéia do fim-de-semana vai rejuvenescendo a gente e deixa a gente animado que nem adolescente depois do primeiro beijo pra cair na noite que é uma criança, e... peraí!
O dia começa na meia-idade, a gente sente que não é tão jovem depois do meio-dia, e de noite a gente é adolescente e de madrguda somos crianças?
Então não é o Japão que tá do outro lado do mundo. Nós é que estamos de cabeça pra baixo!

Sábado, Dezembro 11, 2004

Dia 11

Onze dias do último mês do ano.
Referência que não diz muito. Referência, apenas referência.
Pedimos referências para tudo. Para tudo tentamos estabelecer pontos para visualizar um padrão.
Qual o seu nome? Quanto anos você tem? Tem namorada? O que você vai fazer hoje? Que tal uma cerveja? Qual a sua religião?
E como essas referências fazem diferença! Aos nossos preconceitos.
Daniel? Que legal, tenho um sobrinho que se chama Daniel, ele é um gênio!
Adriana? É, bonito nome. (Na mente vem a lembrança: será que ela é sonsa como aquela safada?)
Ah, 45 anos? (será que ele ainda tá na crise de meia-idade?)
Não tem (namorada), sei, todos dizem isso!
Estamos o tempo todo analisando as pessoas. E ainda há os neuróticos do exagero que fazem um julgamento completo e infalível ao saber o signo, ou ao analisar o tipo (e preço) do sapato que o cara está usando.

Sim, Normando, e aonde você quer chegar?

Preciso mesmo chegar a algum lugar? Tudo bem. Acho que estou tentando rever meus (pré)conceitos.