Domingo, Março 27, 2005

Feriadão

É muito bom ter um feriadão pela frente, principalmente um como a páscoa em que a gente já sabe com muita antecedência que vai acontecer.
Assim a gente pode fazer um monte de planos.
A gente pode fazer um monte de planos e refazê-los um monte de vezes na medida em que as coisas vão dando pra trás.
A gente pensa logo em viagem. Ir passar o final-de-semana prolongado numa cidade próxima e rever aqueles amigos que se mudaram ou que a gente só encontra em simpósios e congressos e que sempre faz promessas de visitas.
Mas, como a situação financeira no fim do mês nunca nos permite uma aventura tão longa, a gente pensa em algo mais barato. E ir para um sítio ou chácara com amigos pra acampar, pescar ou qualquer coisa assim. Estar perto da natureza e esquecer do corre-corre da cidade. Mas, uma viagem assim exige uma lista de compras relativamente grande pra evitar problemas, principalmente pra quem é gato escaldado. E fazer gastos há uma semana do pagamento só se for uma emergência.
Vem então uma opção de passeio mais barata. A gente fica na cidade mesmo, vê o que ocorre na night e na sexta-feira santa dá uma passadinha no sítio pra um banhozinho de cachoeira e um bom churrasco.
Daí, na quinta-feira o boletim do tempo diz que o tempo vai ser bom, e a gente sente aquele calorão abafado e vê um monte de nuvens e, claro, conclui que o meteorologista errou de novo, e liga pra todo mundo pra evitar raiva e frustração de última hora.
Sexta-feira amanhece com cara de chuva e a gente se sente aliviado em ter previsto o clima melhor que o telejornal. E fica furioso ao ver que o tempo fechou, ventou, ventou e não choveu. Vamos sair hoje à noite de novo, é o jeito.
Mas, tem o sábado, e a gente combina na festa de ir todo mundo então malhar o judas na cachoeira acompanhado daquele churrasco.
Sábado. Ressaca. Daqui há pouquinho a gente levanta. E lá pra onze horas da madruga a gente sai da cama depois de ter recibo quinze telefonemas. E quando chega no point... São Pedro resolve se redimir do atraso e vem com força e trovões. Num tem churrasco mas a gente frita a carne no fogão e aproveita a farofa e a maionese e tome conversa até a chuva passar e a gente voltar pra casa depois de um estafante dia de folga.
Sábado à noite não tem night porque o resto da grana que não podíamos gastar foi-se no churrasco de fogão. Dá pra uma voltinha e melhor ir pra casa jogar baralho, porque rima com palavrão.
Vem o domingo de páscoa e, sair pra quê? Hoje tem jogo do Brasil. Almoço em família e televisão tá ótimo.

E ainda tem brasileiro que diz que aqui devia ser que nem no Japão que não tem feriado e que a semana de trabalho tem 2857 horas!

Quinta-feira, Março 24, 2005

Amigos é tudo

É sempre muito bom saber que temos amigos. Pessoas que estão sempre prontas pra aprontar com a gente e pra ouvir nossas baboseiras.
Não precisa ser totalmente confiável e pode até mesmo ter falhas de caráter e de conduta, fazendo a gente se sentir bem em alguns momentos, já é o bastante.
Gente que curta o mesmo tipo de música ou que goste de um bom papo furado.
Se essa amizade for confiável pra se contar um segredo ou pra dar conselhos úteis de uma forma que faça parecer fácil de executar, então é um tesouro.
Essa amizade pode ter ou não o mesmo sexo da gente e pode até não ter nenhum. Todos os casos têm sua utilidade e exclusividade em algum momento. Seja pra aquele papo que pessoas de outro sexo não entenderiam ou não deixariam passar sem um monte de observações e picuinhas, seja pra uma conversa mais carente e afetiva ou pra uma conversa em que se precisa ouvir a "voz dissonante".
É horrível ir sozinho ao cinema, a um show ou qualquer outra atividade social. Pra essas horas é que a amizade não precisa ser a melhor do mundo, basta ter o mesmo gosto, porque é um saco ir a um lugar desses com aquela pessoa que fica criticando ou com o nariz torcido ou pior, não tira os olhos do relógio e quando tira é pra ficar olhando em volta como que procurando alguma coisa mais importante.
De qualquer forma hoje estou de bem com a minha vida, embora ainda indignado com tanta injustiça no Brasil. Apenas porque de vez em quando aparece uma pessoa com um convite inesperado, e embora não sinta muito perto pessoas que sejam capazes de extremos por mim, sei que existem algumas pessoas que sempre serão especiais na minha vida. Isso sem falar nos dois quilômetros de irmãos que tenho, e embora não lhes diga isso muitas vezes, eles são fora-de-série.
Tenho amizades que podem montar uma galeira de notáveis. Pessoas que mesmo passando um tempão sem manter contato, quando o contato ocorre é muito bom e não dá vontade de fazer outra coisa senão curtir essa amizade.

Terça-feira, Março 22, 2005

Educação Cidadã

A reforma universitária poderia ser uma reforma em todo sistema educacional, voltada à igualdade de direitos.
Temos, no Brasil, cerca de 6.000 municípios. Em quantos existem universidades? Em quantos existem universidades de química, engenharia ou veterinária? Será que só existem pessoas capazes de desempenhar essas funções em municípios onde existam faculdades que formam nessas áreas? Será que os que não moram lá têm condições financeiras de sustento fora de suas casas, às vezes mais de 4000 km longe disso?
A reforma escolar deveria começar com o fim do corporativismo, em todas as áreas.
Qualquer pessoa, autodidata ou não, poderá exercer qualquer profissão desde que prove que sabe fazê-lo com competência.
Se eu quiser ser meu próprio advogado numa audiência, que eu o faça, e que não seja expulso do tribunal por não ter dinheiro pra comprar um terno ou porque não chamei o juiz de meretíssimo (como se ele tivesse mais méritos que qualquer cidadão!).
Se eu criar um novo tipo de câmara de ar, que eu possa produzí-lo em série tendo ou não um diploma de químico ou de engenheiro.
Se você criar um novo tipo de combustível, que você possa fazê-lo sem pagar roaylities à Petrobrás, e sem ter que ter um diploma de químico.
Se alguém aí tiver o hábito de boa leitura e de escrever desde criancinha, que possa escrever artigos e crônicas para um jornal sem precisar de um diploma na área de comunicação.
Que o cidadão que mora numa zona rural perto de uma reserva de ecossistema tenha seus direitos preservados ao ensinar ao biólogo o que sabe sobre uma determinada flor ou características sobre aquela espécie de sapo. E que ele possa dar aulas em uma universidade sobre isso sem ter que cursar uma faculdade, simplesmente porque ele sabe do que está falando melhor do que qualquer biólogo.
Claro que esse cidadão pode aprender algumas coisinhas pra poder ser um professor melhor, mas será mesmo necessário que pra ensinar sobre isso ele tenha que cursar 25 cadeiras?
Acabando com a obrigatoriedade de um diploma, as escolas, pra não perderem "fregueses" terão que repensar suas aulas, métodos, sistemas, materiais, ementas, qualificação de professores e até mesmo a ação dos CAs.
Os conselhos de classe e sindicatos patronais também teriam que se adequar em defender os direitos pelos diretos não pelas pessoas que ocupam cargos importantes.
Claro, que se alguém importante desse a louca e quisesse fazer algo nesse sentido haveria muita discussão, mas se o foco na cidadania fosse mantido, já seria um grande avanço.

Sábado, Março 19, 2005

Cada minuto é importante

Em tempos de globalização não se pode perder tempo com coisinhas à toa.
É importante se dedicar ao máximo à universidade para terminar todos os trabalhos e apresentar todos os seminários exigidos por todos os professores que não lerão nenhum, pelo menos completamente.
Não podemos perder tempo com conversas banais sobre coisas fúteis como futebol, carros, novelas, músicas e outras coisas que servem somente para divertir.
Não é legal perder tempo com namoro. Sexo pode ser feito rapidinho porque ninguém é de ferro, mas namorar pra quê?
Todas as atividades do dia-a-dia nos empurram a tantas outras atividades que temos que cumprir e não dá tempo nem de pensar no estresse que isso tudo vai causar. Quando vier o estresse a gente toma um comprimido rapidinho e bola pra frente.
Ler jornais? Assistir ao noticiário? Ler revistas de informação? Não precisa, basta dar uma lidinha nas manchetes e passar os olhos rapidamente no que for útil.
Ler um livro é coisa de somenos. Podemos apenas dar uma lidinha num resumo que a gente baixa rapidinho na internet, e no ônibus, ou na pausa para o cafezinho, apenas comentar com alguém que tenha lido outro pouquinho e montar a história mentalmente.
Não podemos perder tempo passeando num parque da cidade, ou aproveitando uma bela tarde de sol. Até mesmo porque o sol causa câncer de pele além de desidratar a gente e só aumentar o cansaço.
Saborear comida é coisa pra gente rica e fresca. Feijão é feijão, arroz é arroz e vaca é vaca. Pronto. Engole, toma um cafezinho pra ajudar na digestão, enquanto passa o fio dental (até porque é mais rápido do que uma escovação decente) solta um arrotinho e já tá pronto pra continuar o dia noite adentro.
Hora de dormir é sagrada, portanto não me fale de romance ou de reunir com amigos pra um longo e demorado jogo de cartas. Jogar war? Tá doido? Demora demais!
E quanto aos blogs dos amigos a gente sempre pode mentir dizendo que passou lá e não teve foi tempo pra deixar um post. Afinal, hoje todo mundo tem blog, flog, o diabo.
Agora, preciso ir, que hoje é dia de arrumar a casa. Fui.

Quarta-feira, Março 16, 2005

Em política é normal

... fazer promessas sem a intenção de cumprir;
... fazer acusações sem o comprimisso de provar;
... fazer previsões otimistas para autompromoção;
... fazer previsões pessimistas para depreciação dos adversários;
... jogar a culpa dos próprios atos em quem não tem como se defender;
... jogar a culpa dos próprios atos em quem pensava que estava sendo apoiado;
... planejar novos meios de enriquecer sempre e mais;
... planejar novos métodos para evitar o enriquecimento de outros se isso não trouxer lucro próprio;
... dizer asneiras e absurdos com palavras ininteligíveis para fazer os outros acreditarem numa sabedoria ímpar e quase divina;
... comprar votos e a almas descaradamente sem nem mesmo se preocupar com a fidelidade de quem as vende;
... criar leis imbecis para poder depois criar sessões extras para modificar ou anular essas leis;
... aprovar projetos fantasiosos a altos custos para os cofres públicos;
... dar entrevistas erradas para poder abrir processos falsos contra inimigos fictícios e fazer a opinião pública pensar que se está trabalhando sério;
... ignorar solenemente projetos úteis porque o custo de execução era muito baixo;
... contratar assessores que pensam muito para compensar a própria incompetência;
... contratar assessores incopententes para agradar pessoas com contas gordas;
... deixar os assessores incompetentes mandar nos assessores que pensam muito sem saber bem porquê;
... confiar que sempre haverão assessores que pensam muito que podem ser contratados para desfazer as cagadas dos assessores incompetentes;
... falsificar documentos e criar novos selos de validação para tornar veros os documentos falsificados;
... dizer que não se vai aumentar os juros quando a assinatura diz exatamente o contrário;
... reprovar todos os atos dos opositores mesmo que sejam coerentes;
... sugerir que se faça tudo de coerente que se reprovou no momento anterior para parecer que a idéia é autêntica;
... ser convenientemente cego, burro, surdo e louco;
... apostar que o eleitor é cego, burro, surdo e louco e ainda assim ser reeleito.

Enfim, em política, é normal ser absolutamente desnecessário com ar de interesse vital à nação.

Sábado, Março 12, 2005

Pagando o preço.

"Eu que andava nessa escuridão, de repente foi me acontecer, me roubou o sono e a solidão, me mostrou que eu temia ver, sem pedir licença nem perdão, veio louca pra me enlouquecer. Vou dormir querendo despertar, pra depois, de novo, conviver, com essa luz que veio me habitar, com esse fogo que me faz arder, me dá medo e vem me encorajar, fatalmente me fará sofrer. Ando escravo da alegria, hoje em dia, minha gente, isso não é normal, se o amor é fantasia, eu me encontro ultimamente em pleno carnaval."

Não sei se Mutinho era um fenômeno ou se essa letra veio num daqueles lapsos de genialidade que todo mundo tem uma vez na vida. Mas, letra, junto à música maravilhosa do Toquinho fazem mesmo a gente ter vontade de se apaixonar pra sentir esse sofrimento tão prazeroso. É quase hipnótico.
Na vida, muitas vezes passamos por situações assim, de uma forte paixão, que normalmente só vira versos se for por uma pessoa, mas que nos tira o sono, nos faz ter medo e o medo, que acelera o pulso, nos move na direção do temor de uma forma que só podemos mesmo enfrentar, então só nos resta ter coragem.
E como toda paixão, aquele "que não está apaixonado", como disse Vinícius, sempre vai achar que é loucura, devaneio ou fantasia, mas, "que se dane!", né, Natália?

Por isso que eu teimo em ser romântico, mesmo lutando hoje contra minha impulsividade e, mesmo com a experiência que todo o sofrimento já me deu, sei que, se essa demoniazinha passar de novo na minha frente, eu caio alegremente chorando.

Quarta-feira, Março 09, 2005

Salada de chefe

Calma! Não estou chamando os chefes de fruta, heim?
Mas, aí vai uma metáforazinha:
Tem chefe de todos os tipos, e o pior é que temos sempre que engolir um de cada vez. Eu que já estou na metade do caminho para a aposentadoria já tive vários.
Tem o chefe morango, que só presta quando é novo, mas é meio fresquinho e azedo, a gente tem sempre que adoçá-lo pra poder engolir.
O abacate é gordo e uma enciclopédia de vitaminas, ou seja, de A a Z o cara manja de tudo.
O banana é rico, em água, e realmente não vale muito.
O tomate (e tomate é fruta, sim) seria o camarão se a comparação fosse com animais, é do tipo vermelhão, que se esconde atrás da moita quando o assunto é sério, o tipo tímido, sabe?
O laranja fica melhor mesmo sendo um "laranja" do chefe do chefe.(sem pleonasmo)
O limão é o tipo azedo, mas ao contrário do morango, é duro de engolir.
O castanha é o chefe que não tem mesmo moral, ele é o cara, mas até a árvore leva o nome do talo onde ele tá pendurado.
O coco é duro de abrir, mas quando abre só tem água.
A lima é a teimosa, que ninguém consegue definir exatamente o tipo, é azeda, pode ser laranja e quando tira a casca é só pra quem gosta mesmo. (ih, peguei pesado!)
A jabuticaba a princípio é doce, mas quando chega a hora de engolir tem aquele gostinho azedo.
O melancia é tanto chefe quanto a melancia é fruta (melancia é legume, tá?).
A uva é gostosa, mas quando sai do cacho já era.
E melhor eu parar por aqui antes que eu me complique.
Crie seu tipo de chefe se quiser.

Segunda-feira, Março 07, 2005

Quero matar o Murphy!

"Quando eu nasci veio um anjo safado, o chato dum querubim, que decretou que eu tava predestinado a ser errado assim, já de saída minha estrada entortou..." (Chico Buarque)

"Quando chove sopa eu tô de garfo na mão." (Glória Perez)

"Ó, vida! Ó, calamidade!" (Hanna/Barbera)

O ônibus que vim correndo à parada pra pegar tinha que estar adiantado, e aquele taxista desesperado por passageiro que sempre dá uma reduzida quando me vê cismou de estar do outro lado da cidade. Pra completar, o pagamento atrasou logo quando eu tenho um pagamento inadiável pra fazer a fim de evitar juros exorbitantes. Vem ainda a Carlinha avisar que vai ter uma festa surpresa pro Juba e, claro, que eu não posso ir comprar o presente. Isso tudo sem contar que a gata que tava me secando na festa da semana passada acabou de passar de mãos dadas (e com os dedos entrelaçados!) com o bacaca do Fred - pô, perder pro Fred ninguém merece!.
Aquela viagem que ia dar uma boa diária tinha mesmo que ser transferida.
E, como eu ia pra um encontro muito importante, aqui na parada de ônibus tinha mesmo que ter uma bela e convidativa poça de lama. E é claro que hoje, e a essa hora, tinha que ter um playboyzinho pra me dar um banho.
Deixa eu ver que cheiro esquisito é esse. Claro! O Toffie, tinha que ter cagadono meu caminho!
Agora só falta uma coisa:
Vai chover às bicas quando eu chegar lá, só porque do portão até o hall tem uns cem metros sem uma cobertura. Quer apostar?

Quarta-feira, Março 02, 2005

Evolução Humana

Em 1983 um dos meus muitos irmãos cossangüíneos me disse que, em dez anos, quem não soubesse informática, ou não falasse um segundo idioma seria considerado semi-analfabeto. Bem, ele errou por uns anos, mas as exigências do mercado de trabalho e até mesmo da sociedade estão bem próximas disso.
Hoje não existe praticamente um brasileiro com acesso ao ensino médio que não conheça pelo menos três frases em outra língua, e a informática está mais presente do que se pensa na vida de brasileiros. Mesmo pra quem prefere usar meios de comunicação antigos como a telefonia ou mesmo o velho e bom correios e telégrafos (telégrafo mesmo nem existe mais, telegrama hoje não passa de um e-mail com definção ASCII, já tem até acentuação e logo poderá contar com recusos de e-mail em modo texto e poderá até enviar fotos e gifs animados).
Bill Gates III disse que o microcomputador não sairia da vida das pessoas, apenas mudaria seu formato. Os aparelhos celulares que o digam! E há processadores até mesmo em cafeteiras elétricas e ferros de passar.
Então, ser avesso à modernidade termina sendo um paradoxo ou mesmo uma utopia, mesmo para os mais caquéticos.
A quantidade de informação que chega até nós hoje nos torna cada vez mais dependentes de sistemas de informação (calma, amantes do Matrix, não se empolguem!)
E como nasce gente todo dia, o que os economistas chamam de reserva de mercado cresce progressivamente em todas as áreas.
Dez anos depois daquela frase do meu irmão gênio eu era um profissional de informártica, e me lembro que os salários dos profissionais naquela área eram tão altos ou superiores aos de auditores fiscais. Hoje todo mundo é técnico de suporte, e instalar uma rede local se aprende na banca de revistas da esquina.
O status era tão alto que ainda se valorizava o profisional empírico (quero dizer, o micreiro) e não se exigia certificação de nível superior. Hoje pra ser uma secretária que utilize o recurso de mala-direta já exigie-se graduação ou pós.
E assim que eu vejo muitos amigos que desenvolviam software, depois passaram a fazer manutenção em hardware e hoje vendem tupperware.