Nesses tempos de inclusão social fala-se em todos os tipos: digital, cultural, financeira, esportiva, etc, etc, etc. Só esqueceram que pra fazer eficientemente tais inclusões é necessário, muitas vezes, fazer exclusões: política, financeira, familiar e publicitária.
Há programas promovidos por ONGs que facilitam a aquisição de medicamentos a pessoas carentes, só que essas pessoas têm suas imagens divulgadas sem bônus, e se reclamam, que morram, ora bolas!
Há programas sociais dos governos que beneficiam financeiramente de verdade só famílias de políticos, sem falar nos programas de moradia.
Há programas de incentivo educacional em escolas públicas que atrelam os alunos a programas altamente publicitários de ajuda a eleitores, quero dizer, estudantes carentes.
Felizmente ainda há órgãos que se preocupam, ou que pelo menos contam a participação voluntária e desinteressada de pessoas que se preocupam em fazer um mundo melhor. E isso virou chavão.
Infelizmente não conseguimos achar nem participar facilmente desses programas. Sabe como é, falta alguém de peso pra indicar a participação de qualquer quem, né?
Por isso acho que vou lançar um programa de inclusão financeira, o EgoIn. Qualquer pessoa importante publicitária, política, financeira ou comercialmente importante pode participar livremente do programa que ajudará minha conta a sair da lista de espécimes em extinção da OMC, ou me colocar na frente da fila para paraisos fiscais ou me ensinar todas as letras de câmbio com assentos nos principais bancos internacionais.
Algum candidato?
Sábado, Abril 30, 2005
Quarta-feira, Abril 20, 2005
A importância das coisas
Todas as coisas acabam sendo, de uma forma ou de outra, importantes.
Há quem dê importância ao dinheiro, ou fama, ou arte, ou amor, ou futilidades, etc, etc, etc.
De qualquer forma, sempre alguém dará importância a algo que outras pessoas preferem nem tocar e outras ainda nem sabem que existe.
Meu pai costumava dizer que se você engarrafar merda sempre haverá quem queira comprar.
E é bom saber que meu velho não estava só nesse raciocínio. Fernando Pessoa também compartilhava disso e recentemente comprei um CD da Alícia Keys onde, em uma de suas faixas, ela diz algo muito parecido.
Até o ex-comungado medieval Bocaccio compartilhava desse pensamento.
Há quem goste até de pudim (que coisa mais sem graça!).
Hoje, além do dia do índio e do dia do exército, também é aniversário do Roberto Carlos. Três coisas que em algum momento eu gostei, em outro respeitei, em outro não quis nem saber de ouvir falar e, por isso mesmo, hoje entendo quem esteja em qualquer um desses estágios sobre qualquer coisa.
Por isso mesmo sinto prazer em fazer o melhor pudim do mundo, ou de acompanhar uma amiga a um show de forró. De vez em quando eu até consigo citar Reginaldo Rossi.
O interessante é que com todo respeito e cidadania não conheço quem não tenha uma tirada sarcástica contra quem quer que seja que a-do-re algo que se tenha por completa perda de tempo, inclusive eu. Quer ver só? Coloca uma música sertaneja e olha pra mim.
Há quem dê importância ao dinheiro, ou fama, ou arte, ou amor, ou futilidades, etc, etc, etc.
De qualquer forma, sempre alguém dará importância a algo que outras pessoas preferem nem tocar e outras ainda nem sabem que existe.
Meu pai costumava dizer que se você engarrafar merda sempre haverá quem queira comprar.
E é bom saber que meu velho não estava só nesse raciocínio. Fernando Pessoa também compartilhava disso e recentemente comprei um CD da Alícia Keys onde, em uma de suas faixas, ela diz algo muito parecido.
Até o ex-comungado medieval Bocaccio compartilhava desse pensamento.
Há quem goste até de pudim (que coisa mais sem graça!).
Hoje, além do dia do índio e do dia do exército, também é aniversário do Roberto Carlos. Três coisas que em algum momento eu gostei, em outro respeitei, em outro não quis nem saber de ouvir falar e, por isso mesmo, hoje entendo quem esteja em qualquer um desses estágios sobre qualquer coisa.
Por isso mesmo sinto prazer em fazer o melhor pudim do mundo, ou de acompanhar uma amiga a um show de forró. De vez em quando eu até consigo citar Reginaldo Rossi.
O interessante é que com todo respeito e cidadania não conheço quem não tenha uma tirada sarcástica contra quem quer que seja que a-do-re algo que se tenha por completa perda de tempo, inclusive eu. Quer ver só? Coloca uma música sertaneja e olha pra mim.
Sábado, Abril 16, 2005
Saúde Já!
Henfil provavelmente diria que é importante manter a saúde em alta e que cuidar do corpo é uma necessidade. Mas, provavelmente sua ironia e sarcasmo diriam, de um jeito bem humorado, que isso deveria ser feito de forma moderada sem dar tanto ouvidos aos artigos e matérias pseudo-jornalísticas que sempre acham um jeito de prever o apocalipse medieval aos que, de alguma forma, discordarem.
Atividades físicas podem prevenir ou até remediar doenças degenerativas, mas podem acelerar o desenvolvimento de doenças congênitas e hereditárias.
Usar barrilha de sulfeto de alumínio em piscinas previne o desenvolvimento de larvas do mosquito da dengue, mas é cancerígeno a longo prazo.
A ingestão de gordura de origem animal pode provocar derrames e infartos mas a ausência dela pode provocar artrites e o aumento de doenças degenerativas do sistema nervoso.
Tudo o que o ser humano precisa ingerir é encontrado em alimentos de origem vegetal, mas só nos humanos adultos.
E falar em saúde também implica em falar de saúde psicológica, social e até espiritual.
E nesses ramos o exagredo também deve ser combatido.
Ler bons livros, ouvir boa música manter-se atualizado torna as pessoas cidadãs mais equilibradas e conscientes, mas uma boa tirada de sarro do adversário perdedor jum jogo vale mais que dez terapias de grupo e alivia tanto quanto duas sessões de boxe.
Ler livros de cunho espiritual ajudam a manter o equilíbrio com o "eu" interior e conseqüentemente para com o próximo, mas o exagero pode bloquear o senso de justiça, o que traz automaticamente o fanatismo que pode explodir num carro-bomba ou gerar uma guerra dos cem anos.
Ser oposição ao governo por idealismo ajuda a fiscalizar os detentores do poder, mas se o opositor idealista assumir o poder ele pode achar que só quem tem o direito de ser oposição é ele mesmo e instantaneamente legislar em causa própria.
Henfil era um ardente defensor da social democracia e provavelmente seu bom senso cortante não lhe permitiria ser um apaziguador do seu pupilo vindo do povão, mesmo que o cargo de ministro da cultura lhe fosse outorgado.
Atividades físicas podem prevenir ou até remediar doenças degenerativas, mas podem acelerar o desenvolvimento de doenças congênitas e hereditárias.
Usar barrilha de sulfeto de alumínio em piscinas previne o desenvolvimento de larvas do mosquito da dengue, mas é cancerígeno a longo prazo.
A ingestão de gordura de origem animal pode provocar derrames e infartos mas a ausência dela pode provocar artrites e o aumento de doenças degenerativas do sistema nervoso.
Tudo o que o ser humano precisa ingerir é encontrado em alimentos de origem vegetal, mas só nos humanos adultos.
E falar em saúde também implica em falar de saúde psicológica, social e até espiritual.
E nesses ramos o exagredo também deve ser combatido.
Ler bons livros, ouvir boa música manter-se atualizado torna as pessoas cidadãs mais equilibradas e conscientes, mas uma boa tirada de sarro do adversário perdedor jum jogo vale mais que dez terapias de grupo e alivia tanto quanto duas sessões de boxe.
Ler livros de cunho espiritual ajudam a manter o equilíbrio com o "eu" interior e conseqüentemente para com o próximo, mas o exagero pode bloquear o senso de justiça, o que traz automaticamente o fanatismo que pode explodir num carro-bomba ou gerar uma guerra dos cem anos.
Ser oposição ao governo por idealismo ajuda a fiscalizar os detentores do poder, mas se o opositor idealista assumir o poder ele pode achar que só quem tem o direito de ser oposição é ele mesmo e instantaneamente legislar em causa própria.
Henfil era um ardente defensor da social democracia e provavelmente seu bom senso cortante não lhe permitiria ser um apaziguador do seu pupilo vindo do povão, mesmo que o cargo de ministro da cultura lhe fosse outorgado.
Quarta-feira, Abril 06, 2005
Sobreviver é preciso!
A gente ouve o tempo todo coisas do empreendedorês clichê do sebrae nos incentivando a manter a motivação, a empolgação.
Ouvimos de grupos religiosos da moda que nossa fé nos faz realizar coisas inimagináveis.
Nas reuniões do trabalho sempre esperam nosso melhor desempenho e produtividade.
E até mesmo nas festas a gente tem mais é que beijar na boca e ser feliz.
E quando a gente não consegue, é porque não se esforçou o suficiente, ou planejou errado, ou não soube administrar nossos recursos ou simplesmente porque estamos com a vida cheia de pecados.
Mas, esquecemos de olhar para a o passado e ver, sem pessimismo ou ceticismo algum, que a humanidade não evoluiu, e que os conselhos dos gurus dos tempos em que não havia a palavra guru eram apenas para cuidarmos da nossa própria integridade.
Como disse um escritor inglês do final do século XIX: "Deus não nos colocou no mundo para termos sucesso, mas para sermos fiéis."
Davi morreu velho e doente e sem conseguir realizar seu maior sonho (construir o templo), o profeta Jeremias, que era de linhagem nobre, foi conhecido como o profeta chorão, Sabin morreu paraplégico e Santos Dumont, louco.
O criador do grupo Lloyd não era um cara eloqüente, nem mantinha um sorriso aberto no rosto, nunca fez nenhum empreendimento arrojado, mesmo assim montou a maior estrutura de transporte marítimo do planeta.
Não quero dizer que coragem e arrojo não sejam bons, mas a prudência leva tão longe quanto e com menos riscos.
Vejam o Severino, só agora os eleitores dele viram que ele nunca prestou. Precisou virar presidente da câmara pra nunca mais ser eleito a coisa nenhuma depois dessa.
Ouvimos de grupos religiosos da moda que nossa fé nos faz realizar coisas inimagináveis.
Nas reuniões do trabalho sempre esperam nosso melhor desempenho e produtividade.
E até mesmo nas festas a gente tem mais é que beijar na boca e ser feliz.
E quando a gente não consegue, é porque não se esforçou o suficiente, ou planejou errado, ou não soube administrar nossos recursos ou simplesmente porque estamos com a vida cheia de pecados.
Mas, esquecemos de olhar para a o passado e ver, sem pessimismo ou ceticismo algum, que a humanidade não evoluiu, e que os conselhos dos gurus dos tempos em que não havia a palavra guru eram apenas para cuidarmos da nossa própria integridade.
Como disse um escritor inglês do final do século XIX: "Deus não nos colocou no mundo para termos sucesso, mas para sermos fiéis."
Davi morreu velho e doente e sem conseguir realizar seu maior sonho (construir o templo), o profeta Jeremias, que era de linhagem nobre, foi conhecido como o profeta chorão, Sabin morreu paraplégico e Santos Dumont, louco.
O criador do grupo Lloyd não era um cara eloqüente, nem mantinha um sorriso aberto no rosto, nunca fez nenhum empreendimento arrojado, mesmo assim montou a maior estrutura de transporte marítimo do planeta.
Não quero dizer que coragem e arrojo não sejam bons, mas a prudência leva tão longe quanto e com menos riscos.
Vejam o Severino, só agora os eleitores dele viram que ele nunca prestou. Precisou virar presidente da câmara pra nunca mais ser eleito a coisa nenhuma depois dessa.
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