Considerando que o wbloggar, apesar de mais rápido, trunca as mensagens publicadas no site original do blogger.com, vou continuar digitando no site, até porque as alterações de template em asp poderão ser feitas lá também. Obrigado Marcos e Dona pelas aulas.
Considerando que Rondônia será mesmo usada como exemplo de corrupção no executivo e legislativo (quem é que vai fiscalizar o judiciário?) e que ainda há muita coisa podre debaixo dos tapates do poder, estou aderindo ao movimento Vota Nulo.
Considerando que a seleção brasileira resolveu tomar vergonha na cara e jogar futebol de verdade contra a Argentina, vou continuar contando piada de argentino.
Considerando que alguns de meus correspondentes eletrônicos ainda não se cansaram de participar de correntes, nem de enviar e-mails "desafiadores" sobre a bondade de Deus, nem de pedir participação voluntária para solidarização a alguém com sérios problemas, continuarei deletando esse tipo de correspondência antes mesmo de terminar sua leitura. Portanto, tratem de fazer textos que sejam pelo menos inteligentes o suficiente para prenderem minha atenção até o fim.
Considerando que cinema, shows, livros e internet são muito bons tanto para divertir quanto para ensinar, continuarei assistindo, curtindo, lendo, vendo e recomendando. Em lógica atenção aos do mundo virtual, muito obrigado pelo acréscimo sensível proporcionado pelos seus sites e pelas mensagens recebidas no meu. O filme que recomendo é Brilho Eterno, drama diferente de tudo, com Kate Winslet (que nem de longe faz lembrar o Titanic) e Jim Carey (muito melhor nesse tipo de filme que em comédia) com participação muito boa do Elijah Wood.
Considerando que beijar na boca é muito bom e, que se isso não mata a fome, pelo menos abre o apetite, continuarei beijando e desejando isso a todos. Quem nunca provou ainda não tem a menor idéia do que seja felicidade.
Considerando que, infelizmente, os babacoides, idiotícias, assombrofálicas, tapadozóicos fãs incondicionais ferrenhos de novela mexicana, forró, axé, funk, brega e sertanejo ainda pulularão todos os mundos, continuarei rindo disso (afinal a palavra ridículo significa exatamente "digno de riso").
Em resumo, viver e deixar viver não significa ficar imoto ao diferente e desagradável, seja lá o que isso signifique.
Quinta-feira, Junho 30, 2005
Terça-feira, Junho 28, 2005
Escrever é bom
Sempre em fase de crescimento o escritor aprende a cada dia.
Aprendo que sempre haverá uma opinião diferente da que penso, e que são válidas tanto a opinião quanto a diferença.
Aprendo que mesmo escrevendo coisas simples alguém pode achar isso genial e vice-versa.
Que sempre haverão coisas geniais que eu gostaria de ter escrito mas que o foram antes (e com melhor exatidão) por outra pessoa.
Que nunca faltarão pessoas de bom gosto, mesmo que não seja o meu gosto.
Que haverá quem passe pelo que eu fiz, olhe e até ache interessante, mas que nunca irá me dizer isso.
Que, de vez em quando, alguém irá dizer na minha cara que o que eu disse (ou a forma como o fiz) é uma coisa tão maravilhosa e útil como o meu zero em pó.
Nossa própria biologia irá se encarregar continuamente de duvidar, experimentar e desafiar novas formas de pensar ou enxergar.
Que sempre haverá um "mas".
Sempre haverão porquês.
Será muito egoismo de minha parte pensar que tudo o que escrevo é criação única e exclusiva minha, porque, em algum lugar, alguém terá escrito ou pensado algo igual ou semelhante.
Que, embora semelhante não seja igual, os seres humanos serão sempre semelhantes e iguais ainda que discordem de tons e dons.
Eu sempre me acharei um idiota completo quando pisar na bola porque não fui capaz de prever o buraco na calçada, e sempre pensarei de mim um completo idiota quando perceber que poderia ter evitado que alguém caisse também nesse buraco.
Meu time sempre será o melhor do mundo pra todas as torcidas.
E meu padrão de vida nunca estará no patamar desejado.
Acharei imbecil quem valorizar muito qualidades que eu não tenha, e, em troca, tratarei de valorizar muito uma qualidade que esse imbecil não pareça ter.
Viajando em todos os tipos de leitura irei me deparar, com certa freqüência, com textos de grandes genios que poedriam ter sido melhor escritos e até que deveriam ter morrido de aborto retido.
Olhando à minha volta ainda levará muito tempo para que a burrice deixe de ser um insumo valioso para manutenção da democracia capitalista e, quando o que é burro deixar de sê-lo, haverá sido criada uma nova forma ou categoria para os que estão por vir.
Sempre acharei o mundo mau e a vida feia.
Que a paixão ou o amor poderão me fazer parar de reclamar disso, mas não me farão parar de sentir medo e tecer novos preconceitos.
Lutarei contra meus medos e preconceitos e saberei sempre que estarei sofrendo efeitos colaterais por isso.
Sempre sentirei minhas raivas e não perderei oportunidade de exibir minhas manhas.
Que acharei o máximo quando alguém alimentar, elogiar ou mesmo simpatizar com minhas manias.
Que, neste meio de comunicação novo e crescente, estará sempre se formando um novo estilo literário e lingüístico.
Espero nunca perder a alma de quem sabe que está sempre engatinhando a cada vez que se depara com o novo.
Que o novo sempre será mais sábio que o velho quando perguntar:por quê?
E que o velho sempre estará mais longe que o novo quando perceber que precisa ensinar.
Aprendo que sempre haverá uma opinião diferente da que penso, e que são válidas tanto a opinião quanto a diferença.
Aprendo que mesmo escrevendo coisas simples alguém pode achar isso genial e vice-versa.
Que sempre haverão coisas geniais que eu gostaria de ter escrito mas que o foram antes (e com melhor exatidão) por outra pessoa.
Que nunca faltarão pessoas de bom gosto, mesmo que não seja o meu gosto.
Que haverá quem passe pelo que eu fiz, olhe e até ache interessante, mas que nunca irá me dizer isso.
Que, de vez em quando, alguém irá dizer na minha cara que o que eu disse (ou a forma como o fiz) é uma coisa tão maravilhosa e útil como o meu zero em pó.
Nossa própria biologia irá se encarregar continuamente de duvidar, experimentar e desafiar novas formas de pensar ou enxergar.
Que sempre haverá um "mas".
Sempre haverão porquês.
Será muito egoismo de minha parte pensar que tudo o que escrevo é criação única e exclusiva minha, porque, em algum lugar, alguém terá escrito ou pensado algo igual ou semelhante.
Que, embora semelhante não seja igual, os seres humanos serão sempre semelhantes e iguais ainda que discordem de tons e dons.
Eu sempre me acharei um idiota completo quando pisar na bola porque não fui capaz de prever o buraco na calçada, e sempre pensarei de mim um completo idiota quando perceber que poderia ter evitado que alguém caisse também nesse buraco.
Meu time sempre será o melhor do mundo pra todas as torcidas.
E meu padrão de vida nunca estará no patamar desejado.
Acharei imbecil quem valorizar muito qualidades que eu não tenha, e, em troca, tratarei de valorizar muito uma qualidade que esse imbecil não pareça ter.
Viajando em todos os tipos de leitura irei me deparar, com certa freqüência, com textos de grandes genios que poedriam ter sido melhor escritos e até que deveriam ter morrido de aborto retido.
Olhando à minha volta ainda levará muito tempo para que a burrice deixe de ser um insumo valioso para manutenção da democracia capitalista e, quando o que é burro deixar de sê-lo, haverá sido criada uma nova forma ou categoria para os que estão por vir.
Sempre acharei o mundo mau e a vida feia.
Que a paixão ou o amor poderão me fazer parar de reclamar disso, mas não me farão parar de sentir medo e tecer novos preconceitos.
Lutarei contra meus medos e preconceitos e saberei sempre que estarei sofrendo efeitos colaterais por isso.
Sempre sentirei minhas raivas e não perderei oportunidade de exibir minhas manhas.
Que acharei o máximo quando alguém alimentar, elogiar ou mesmo simpatizar com minhas manias.
Que, neste meio de comunicação novo e crescente, estará sempre se formando um novo estilo literário e lingüístico.
Espero nunca perder a alma de quem sabe que está sempre engatinhando a cada vez que se depara com o novo.
Que o novo sempre será mais sábio que o velho quando perguntar:por quê?
E que o velho sempre estará mais longe que o novo quando perceber que precisa ensinar.
Domingo, Junho 26, 2005
Quem pensa estar de pé veja que não caia
Dizem que é porque eu não tenho uma solitária, mas uma acompanhada.
Outros dizem que eu não tenho suco gástrico, mas limbo.
Mas, não sei porque eu gosto tanto de comer.
Será que como muito porque gosto de culinária ou gosto de culinária porque como muito?
Fato é que eu gosto tanto do verbo quanto do substantivo.
E de qualquer forma sou um duro adversário para quem quer que me desafie para uma aposta de pizza ou cachorro-quente.
Ainda assim não sou um grosso. Tenho um paladar muito apurado e sempre sentia que o leite estava azedo antes de todo mundo, ou que uma comida dormiu fora da geladeira quando juravam o contrário. Para meu hobbie é uma maravilha: consigo descobrir todos os ingredientes usados em uma receita apenas provando, a menos (é claro) que não conheça o tal ingrediente, mas quando o provo sei que era esse tal fulano (por exemplo, nunca provei shitake, o tal cogumelo japonês).
Desde a infância até os 30 anos eu fui magérrimo, contrariando todas as apostas e remédios que minha mãe me forçava tomar. Comia muito e quase tudo (menos pudim, canjica, bolo de macaxeira e suco de beterraba), e olha que até cérebro de carneiro aparecia de vez em quando nas receitas dominicais do velho Moura.
Hoje estou me segurando entre os 67 e 70 quilos, continuo comendo muito e, pra minha exibição, descobri que tenho l�ngua de super-degustador (tenho muito mais papilas que o normal - papila é esse negocinho branco minúsculo que tem na ponta da l�ngua que olhando com lupa parece um cogumelo e que é responsável por identificar sabores).
Por isso mesmo nunca me preocupei muito com o que ia comer, desde que passe na primeira mordida. Aliando-se isso ao fato de que, pra eu vomitar preciso tomar remédio que provoque isso, a� é que não me preocupo mesmo.
Raramente acontece de eu passar mal com alguma comida, porque sempre identifico logo.
Maaaaaaaassssss.... acontece.
E aconteceu.
Na sexta-feira comi um sanduiche. Ou será que não foi esse último sanduiche?
É. O último. Foi um cachorro-quente, um bauru e um x-qualquer-coisa.
Ou será que foi o 1,2 litros de Cola-cola?
Não sei.
No sábado levantei ao meio-dia, com febre.
Diagnóstico de super-degustador: eu tava estragado.
PS: E ainda tinha o compromisso de ir fazer uma moqueca de peixe na casa do Márcio.
Outros dizem que eu não tenho suco gástrico, mas limbo.
Mas, não sei porque eu gosto tanto de comer.
Será que como muito porque gosto de culinária ou gosto de culinária porque como muito?
Fato é que eu gosto tanto do verbo quanto do substantivo.
E de qualquer forma sou um duro adversário para quem quer que me desafie para uma aposta de pizza ou cachorro-quente.
Ainda assim não sou um grosso. Tenho um paladar muito apurado e sempre sentia que o leite estava azedo antes de todo mundo, ou que uma comida dormiu fora da geladeira quando juravam o contrário. Para meu hobbie é uma maravilha: consigo descobrir todos os ingredientes usados em uma receita apenas provando, a menos (é claro) que não conheça o tal ingrediente, mas quando o provo sei que era esse tal fulano (por exemplo, nunca provei shitake, o tal cogumelo japonês).
Desde a infância até os 30 anos eu fui magérrimo, contrariando todas as apostas e remédios que minha mãe me forçava tomar. Comia muito e quase tudo (menos pudim, canjica, bolo de macaxeira e suco de beterraba), e olha que até cérebro de carneiro aparecia de vez em quando nas receitas dominicais do velho Moura.
Hoje estou me segurando entre os 67 e 70 quilos, continuo comendo muito e, pra minha exibição, descobri que tenho l�ngua de super-degustador (tenho muito mais papilas que o normal - papila é esse negocinho branco minúsculo que tem na ponta da l�ngua que olhando com lupa parece um cogumelo e que é responsável por identificar sabores).
Por isso mesmo nunca me preocupei muito com o que ia comer, desde que passe na primeira mordida. Aliando-se isso ao fato de que, pra eu vomitar preciso tomar remédio que provoque isso, a� é que não me preocupo mesmo.
Raramente acontece de eu passar mal com alguma comida, porque sempre identifico logo.
Maaaaaaaassssss.... acontece.
E aconteceu.
Na sexta-feira comi um sanduiche. Ou será que não foi esse último sanduiche?
É. O último. Foi um cachorro-quente, um bauru e um x-qualquer-coisa.
Ou será que foi o 1,2 litros de Cola-cola?
Não sei.
No sábado levantei ao meio-dia, com febre.
Diagnóstico de super-degustador: eu tava estragado.
PS: E ainda tinha o compromisso de ir fazer uma moqueca de peixe na casa do Márcio.
Sexta-feira, Junho 24, 2005
Tem nada, não.
Tudo bem quando alguém perde o equilíbrio dentro do ônibus e pisa no meu pé. Afinal, é difícil mesmo ficar firme dentro de nossos ônibus de corrida.
Não é tão grave assim quando a gente tá na ponta da calçada e algum mautorista dá um banhozinho de lama. Pode ser que ele não tenha visto a poça a não ser quando era tarde demais.
Não me importo quando entro no elevador e percebo que pisei em excremento canino na calçada. O pobre animal pode ter sido um cão vadio desses que é abandonado pelo dono tão logo deixou de ser um filhote fofinho.
Tudo na santa paz quando a gente chega atrasado na faculdade e um colega desavisado esbarra na gente espalhando todas as anotações do seminário que a gente ia apresentar. Quem nunca teve um acidente de percurso na vida?
Não é de se desesperar quando aquela pessoa por quem nutríamos toda a esperança de um romance pra valer de repente se vê apaixonada por outra pessoa. Pode ser que essa pessoa tenha se apegado a gente apenas por carência e tenha caído na armadilha de contar uma verdade conveniente, né?
Nada de mais o Lula estar cercado de corruptos. É bem possível que você viva a vida inteira ao lado de monstros sem se dar conta.
Não é o fim do mundo quando seu vizinho resolve dar uma festa daquelas bem no único dia que você precisa dormir cedo e descansar bastante. Como ele podia adivinhar?
É café pequeno ver a Seleção Brasileira levar um caldo da Argentina. Jogo é jogo...
Não vale a pena se irritar por coisinhas assim, passageiras.
Mas, puta que o pariu!
Não é tão grave assim quando a gente tá na ponta da calçada e algum mautorista dá um banhozinho de lama. Pode ser que ele não tenha visto a poça a não ser quando era tarde demais.
Não me importo quando entro no elevador e percebo que pisei em excremento canino na calçada. O pobre animal pode ter sido um cão vadio desses que é abandonado pelo dono tão logo deixou de ser um filhote fofinho.
Tudo na santa paz quando a gente chega atrasado na faculdade e um colega desavisado esbarra na gente espalhando todas as anotações do seminário que a gente ia apresentar. Quem nunca teve um acidente de percurso na vida?
Não é de se desesperar quando aquela pessoa por quem nutríamos toda a esperança de um romance pra valer de repente se vê apaixonada por outra pessoa. Pode ser que essa pessoa tenha se apegado a gente apenas por carência e tenha caído na armadilha de contar uma verdade conveniente, né?
Nada de mais o Lula estar cercado de corruptos. É bem possível que você viva a vida inteira ao lado de monstros sem se dar conta.
Não é o fim do mundo quando seu vizinho resolve dar uma festa daquelas bem no único dia que você precisa dormir cedo e descansar bastante. Como ele podia adivinhar?
É café pequeno ver a Seleção Brasileira levar um caldo da Argentina. Jogo é jogo...
Não vale a pena se irritar por coisinhas assim, passageiras.
Mas, puta que o pariu!
Terça-feira, Junho 21, 2005
Liberdade = igualdade?
"Há algum tempo recebi um convite de um colega para servir de árbitro na revisão de uma prova. Tratava-se de avaliar uma questão de Física que recebera nota zero. (...)li a questão da prova, que dizia: 'Mostre como pode-se determinar a altura de um edifício bem alto com o auxilio de um barômetro.' A resposta do estudante foi a seguinte: 'Leve o barômetro ao alto do edifício e amarre uma corda nele; baixe o barômetro até a calçada e em seguida levante, medindo o comprimento da corda; este comprimento será igual à altura do edifício.'" (tirado do site www.vestibulandos.net em 2001)
A história se desenrola com a avaliação do aluno que dá uma série de respostas incomuns, mas corretas, à questão. Quando perguntado pelo avaliador, o professor Waldemar Setzer, o aluno disse que o fez para protestar contra professores que queria controlar a forma de pensar dos alunos.
Achei um protesto muito interessante e digno de um desses nossos blogs inconformados.
E já que hoje seria o aniversário de 100 anos de Sartre, um nauseabundo briguento, birrento e lutador pela liberdade de ação e expressão, vai aí meu protesto bem-humorado sobre o tema.
Por que será que temos sempre que travar as chuteiras das pessoas que não seguem nossa linha de raciocínio? Por que temos sempre que exercer (ou tentar exercer) controle sobre os outros da nossa espécie?
Se aderimos ao movimento do sindicato, somos arruaceiros que estão se deixando usar pela politicagem da oposição. Se não aderimos somos pelegos e puxa-sacos.
Por que não podemos tomar nossas decisões sem gerar alguma controvésia?
Quem, depois de ser aconselhado por algum amigo, não tomou uma decisão com uma ponta de dúvida? Ou resolveu não seguir o conselho e teve medo de uma reprovação?
Quem, depois de quebrar a cara não ouviu algum tipo de "eu te disse"?
As formas de pensar sempre serão livres, as de se expressar não?
Se não formos escravos da palavra dita, seremos ilegais nos atos. Mas, a escravidão não é criminosa em si?
A história se desenrola com a avaliação do aluno que dá uma série de respostas incomuns, mas corretas, à questão. Quando perguntado pelo avaliador, o professor Waldemar Setzer, o aluno disse que o fez para protestar contra professores que queria controlar a forma de pensar dos alunos.
Achei um protesto muito interessante e digno de um desses nossos blogs inconformados.
E já que hoje seria o aniversário de 100 anos de Sartre, um nauseabundo briguento, birrento e lutador pela liberdade de ação e expressão, vai aí meu protesto bem-humorado sobre o tema.
Por que será que temos sempre que travar as chuteiras das pessoas que não seguem nossa linha de raciocínio? Por que temos sempre que exercer (ou tentar exercer) controle sobre os outros da nossa espécie?
Se aderimos ao movimento do sindicato, somos arruaceiros que estão se deixando usar pela politicagem da oposição. Se não aderimos somos pelegos e puxa-sacos.
Por que não podemos tomar nossas decisões sem gerar alguma controvésia?
Quem, depois de ser aconselhado por algum amigo, não tomou uma decisão com uma ponta de dúvida? Ou resolveu não seguir o conselho e teve medo de uma reprovação?
Quem, depois de quebrar a cara não ouviu algum tipo de "eu te disse"?
As formas de pensar sempre serão livres, as de se expressar não?
Se não formos escravos da palavra dita, seremos ilegais nos atos. Mas, a escravidão não é criminosa em si?
Sábado, Junho 18, 2005
Inutilidades PúblicAss
Tem gosto (ou mau gosto) pra tudo nessa vida. Desde prendedor de roupa com sistema de amortecimento (pra não amarrotar roupas finas) a carros de guerra desenhados para moradores de metróples 100% asfaltadas.
Quando eu era pequeno me lembro de ter visto, num dos Almanaques Disney, uma bicicleta com rodas quadradas para subir escadas inventada pelo Pateta, e num é que teve cientista que levou isso a sério?
Na UD sempre aparecem coisas nessa linha.
Ronaldo, meu mano caçula mandou um e-mail que o Marcos até publicou falando do robô japonês comedor de merda.
O bom é que essas invenções nem sempre precisam de pesquisas caras.
Invencionices de líderes religiosos pra conseguir clientela, promessas absurdas de políticos, shows de xuxas, techno-forró, axé-samba-groove, dezenas de duplas sertanejas que jamais viram o sertão e precisam (por tudo quanto é mais sagrado) gastar seus milhões de gado-dólares, shows de tons, joões kléberes, etc.
Invenções inúteis são mais fáceis de fazer e muitas vezes rendem uma grana muito boa.
30% dos consumidores de grafite em aerosol são pichadores, 40% de compradores de cola de sapateiro não sabem a diferença entre salto e sola, 60% de eleitores não sabem como os corruptos se elegem (mas não perdem a chance de participar de showmícios nem de aceitar os 30 paus para vestir uma camiseta no dia da eleição).
Homens apaixonados são cachorros famintos e não perdem uma chance de perderem dinheiro com presentes inúteis, como se isso fosse o determinante pras gurias os escolherem.
Profissionais recém-promovidos adoram exibir seu novo salário como se isso garantisse uma ascenção contínua.
Existem mesmo inutilidades para todos as cabeças em todas as áreas de atuação.
Daqui a pouco alguém vai inventar zero em pó.
Quando eu era pequeno me lembro de ter visto, num dos Almanaques Disney, uma bicicleta com rodas quadradas para subir escadas inventada pelo Pateta, e num é que teve cientista que levou isso a sério?
Na UD sempre aparecem coisas nessa linha.
Ronaldo, meu mano caçula mandou um e-mail que o Marcos até publicou falando do robô japonês comedor de merda.
O bom é que essas invenções nem sempre precisam de pesquisas caras.
Invencionices de líderes religiosos pra conseguir clientela, promessas absurdas de políticos, shows de xuxas, techno-forró, axé-samba-groove, dezenas de duplas sertanejas que jamais viram o sertão e precisam (por tudo quanto é mais sagrado) gastar seus milhões de gado-dólares, shows de tons, joões kléberes, etc.
Invenções inúteis são mais fáceis de fazer e muitas vezes rendem uma grana muito boa.
30% dos consumidores de grafite em aerosol são pichadores, 40% de compradores de cola de sapateiro não sabem a diferença entre salto e sola, 60% de eleitores não sabem como os corruptos se elegem (mas não perdem a chance de participar de showmícios nem de aceitar os 30 paus para vestir uma camiseta no dia da eleição).
Homens apaixonados são cachorros famintos e não perdem uma chance de perderem dinheiro com presentes inúteis, como se isso fosse o determinante pras gurias os escolherem.
Profissionais recém-promovidos adoram exibir seu novo salário como se isso garantisse uma ascenção contínua.
Existem mesmo inutilidades para todos as cabeças em todas as áreas de atuação.
Daqui a pouco alguém vai inventar zero em pó.
Quinta-feira, Junho 16, 2005
O escritor por trás desta letra.
Prefiro ter minha própria opinião sobre tudo, o que não me impede de ouvir as outras nem me obriga a lutar de forma ferrenha para que todos aceitem ou respeitem-na.
De vez em quando gosto apenas de compartilhar o que penso, desta forma tanto estou afirmando a idéia ou pensamento que tenha sobre determinado assunto, como estou recebendo o feedback de meu interlocutor, pra ver se cola ou não.
Em outras horas eu faço perguntas ou pra tomar conhecimento ou pra ouvir uma segunda opinião sobre algo. Nestes casos, nem sempre estou procurando formar uma autoopinião, posso estar fazendo uma enquete pra saber se "faço parte" ou não do meio, ou mesmo se existe uma outra forma funcional de pensar ou agir.
Outras vezes apenas observo "de longe", sem interferir ou opinar, apenas pra ver uma discussão e as reações que o assunto causam tanto entre os interlocutores como nos outros expectadores.
Outras vezes apenas falo uma idéia de outra pessoa, como se fosse minha ou se eu concordasse com ela.
Nem sempre o que digo é o que eu penso ou acredito, mas é algo que alguém pensa ou acredita, e digo pra validar ou simplesmente tabular esta idéia. Posso até defender a idéia com os argumentos que o autor dela usaria, como se eu fosse um advogado (não se arrepie, Marcos), um paracleto que não precisa concordar, apenas defender o que outra pessoa julga ser verdade ou justiça.
Tenho minhas opiniões sobre verdade e justiça e muitas vezes as coloco aqui. Sou um cristão protestante que gosta de estudar de forma investigativa.
Tenho minhas convicções sobre Deus, Bíblia, ortodoxia e ortopraxia e, não que não abra mão disso, mas quando discuto sobre isso (o que é mais difícil do que ver cabelo de freira) o faço com pessoas que não queiram discutir só por discutir ou pra afirmar que quem não pensa como essa pessoa vai obrigatoriamente para o inferno, não pretendo nem tenho forças pra impedir que alguém vá pra lá ou de lá saia. Até porque Deus não é pra doutores, mas pra doentes.
Sou um cara brincalhão e muitas vezes no nível de palhaçada. Meu complexo de peter pan sempre me leva em viagens onde me transformo no super-herói que vai melhorar o mundo.
Conto e rio de piadas de todos os estilos e níveis. Falo palavrões sem remorso sempre que me dá na telha. Uso expressões de duplo sentido nos meus círculos de amizade. No meu jeito completamente descontraído já até mandei o chefe ir à merda e ele nem me puniu por isso (mesmo sabendo que eu mandei mesmo).
Não sou gay mas vivo e deixo viver. Não concordo que o homossexualismo seja normal mas tenho e defendo vários amigos e amigas gays. Separo "a coisa" da pessoa.
Se alguém me perguntar sobre um assunto, portanto, poderá ter de mim uma resposta franca e contundente ou puramente diplomática, mas nunca mentirosa, depende apenas de eu sentir ou imaginar que é assim ou assado que se quer uma resposta.
Se eu pedir a sua opinião, provavelmente estarei esperando uma resposta, se eu achar que não se aplica, certamente tentarei argumentar, e daí nem adianta bancar o estressado e dizer um "por que me perguntou, então?".
Gosto de ser suis generis mesmo que isso implique em estar no senso comum.
De vez em quando gosto apenas de compartilhar o que penso, desta forma tanto estou afirmando a idéia ou pensamento que tenha sobre determinado assunto, como estou recebendo o feedback de meu interlocutor, pra ver se cola ou não.
Em outras horas eu faço perguntas ou pra tomar conhecimento ou pra ouvir uma segunda opinião sobre algo. Nestes casos, nem sempre estou procurando formar uma autoopinião, posso estar fazendo uma enquete pra saber se "faço parte" ou não do meio, ou mesmo se existe uma outra forma funcional de pensar ou agir.
Outras vezes apenas observo "de longe", sem interferir ou opinar, apenas pra ver uma discussão e as reações que o assunto causam tanto entre os interlocutores como nos outros expectadores.
Outras vezes apenas falo uma idéia de outra pessoa, como se fosse minha ou se eu concordasse com ela.
Nem sempre o que digo é o que eu penso ou acredito, mas é algo que alguém pensa ou acredita, e digo pra validar ou simplesmente tabular esta idéia. Posso até defender a idéia com os argumentos que o autor dela usaria, como se eu fosse um advogado (não se arrepie, Marcos), um paracleto que não precisa concordar, apenas defender o que outra pessoa julga ser verdade ou justiça.
Tenho minhas opiniões sobre verdade e justiça e muitas vezes as coloco aqui. Sou um cristão protestante que gosta de estudar de forma investigativa.
Tenho minhas convicções sobre Deus, Bíblia, ortodoxia e ortopraxia e, não que não abra mão disso, mas quando discuto sobre isso (o que é mais difícil do que ver cabelo de freira) o faço com pessoas que não queiram discutir só por discutir ou pra afirmar que quem não pensa como essa pessoa vai obrigatoriamente para o inferno, não pretendo nem tenho forças pra impedir que alguém vá pra lá ou de lá saia. Até porque Deus não é pra doutores, mas pra doentes.
Sou um cara brincalhão e muitas vezes no nível de palhaçada. Meu complexo de peter pan sempre me leva em viagens onde me transformo no super-herói que vai melhorar o mundo.
Conto e rio de piadas de todos os estilos e níveis. Falo palavrões sem remorso sempre que me dá na telha. Uso expressões de duplo sentido nos meus círculos de amizade. No meu jeito completamente descontraído já até mandei o chefe ir à merda e ele nem me puniu por isso (mesmo sabendo que eu mandei mesmo).
Não sou gay mas vivo e deixo viver. Não concordo que o homossexualismo seja normal mas tenho e defendo vários amigos e amigas gays. Separo "a coisa" da pessoa.
Se alguém me perguntar sobre um assunto, portanto, poderá ter de mim uma resposta franca e contundente ou puramente diplomática, mas nunca mentirosa, depende apenas de eu sentir ou imaginar que é assim ou assado que se quer uma resposta.
Se eu pedir a sua opinião, provavelmente estarei esperando uma resposta, se eu achar que não se aplica, certamente tentarei argumentar, e daí nem adianta bancar o estressado e dizer um "por que me perguntou, então?".
Gosto de ser suis generis mesmo que isso implique em estar no senso comum.
Terça-feira, Junho 14, 2005
Sobrou pra mim
Quando eu era menino, sempre que alguém dizia que estava com dor de cabeça, tínhamos uma resposta na ponta da língua: sinal que tem cabeça.
Os médicos insistem em dizer que dor de cabeça não é doença, mas eu cá tenho as minhas dúvidas.
Aquela dor de cabeça da mulher, namorada, parceira, seja lá quem for, sempre aparece pra impedir o sexo iminente. É uma desculpa infalível mesmo que não convença, afinal, quem é o crápula que vai forçar alguém doente a fazer amor, né?
Os homens também têm suas "dores de cabeça", normalmente chamadas de cansaço, e toda parceira sabe que cansado ninguém consegue hastear a bandeira.
Tem dores de cabeça que são crônicas e transformam qualquer crise de enxaqueca em gol da seleção na Argentina (sem fazer alusão ao último embate, por favor - que dor de cabeça!). Essas dores de cabeça sempre aparecem quando temos um seminário podre pra apresentar na faculdade, ou quando o chefe reclamão marca uma reunião de última hora.
Dores de cabeça assim além de invitáveis e irretrucáveis são muito convenientes para quem as sente. Tanto que nem morfina funciona nesses casos.
Estas patologias também aparecem depois de escândalos políticos, que estão cada vez maiores (diga-se de passagem), e que depois de sanadas, não por medicamentos mas por tratamentos de especialistas da ciência milenar chamada de articulatorium politicus, são trocadas de lugar: saem das cabeças dos presidentes partidários diretamente para os cofres públicos infectando toda a região do abdômen, pescoço e bolsos dos eleitores.
Ninguém está isento de sentir uma ou de ser atingido pela cefaléia de alguém próximo.
Então, conclui-se que existem dores de cabeça e dores de cabeça.
Existem aquelas que são sintomas de uma patologia, existem as que são patoligias em si, as que são causas patológicas, as que são conseqüência, as que são motivo, as que salvam a pátria e as que são desejo.
E você? Tá se sentindo bem hoje? Sabe, tô precisando de uma grana pra interar um negócio que tô montando. É batata! Você sabe quem, assim, de confiança, limpeza, que pode me ajudar?
Os médicos insistem em dizer que dor de cabeça não é doença, mas eu cá tenho as minhas dúvidas.
Aquela dor de cabeça da mulher, namorada, parceira, seja lá quem for, sempre aparece pra impedir o sexo iminente. É uma desculpa infalível mesmo que não convença, afinal, quem é o crápula que vai forçar alguém doente a fazer amor, né?
Os homens também têm suas "dores de cabeça", normalmente chamadas de cansaço, e toda parceira sabe que cansado ninguém consegue hastear a bandeira.
Tem dores de cabeça que são crônicas e transformam qualquer crise de enxaqueca em gol da seleção na Argentina (sem fazer alusão ao último embate, por favor - que dor de cabeça!). Essas dores de cabeça sempre aparecem quando temos um seminário podre pra apresentar na faculdade, ou quando o chefe reclamão marca uma reunião de última hora.
Dores de cabeça assim além de invitáveis e irretrucáveis são muito convenientes para quem as sente. Tanto que nem morfina funciona nesses casos.
Estas patologias também aparecem depois de escândalos políticos, que estão cada vez maiores (diga-se de passagem), e que depois de sanadas, não por medicamentos mas por tratamentos de especialistas da ciência milenar chamada de articulatorium politicus, são trocadas de lugar: saem das cabeças dos presidentes partidários diretamente para os cofres públicos infectando toda a região do abdômen, pescoço e bolsos dos eleitores.
Ninguém está isento de sentir uma ou de ser atingido pela cefaléia de alguém próximo.
Então, conclui-se que existem dores de cabeça e dores de cabeça.
Existem aquelas que são sintomas de uma patologia, existem as que são patoligias em si, as que são causas patológicas, as que são conseqüência, as que são motivo, as que salvam a pátria e as que são desejo.
E você? Tá se sentindo bem hoje? Sabe, tô precisando de uma grana pra interar um negócio que tô montando. É batata! Você sabe quem, assim, de confiança, limpeza, que pode me ajudar?
Sábado, Junho 11, 2005
O Amor
Para se começar um texto sobre o amor é sempre difícil escolher um título. é uma tarefa dura expor numa pequena sentença a grandiosidade disto que é um misto de sentimento, querer, abstração, planejamento, entrega, domínio, loucura e necessidade.
É melhor começar o texto sem um título e quando terminar escolher um que expresse apenas a idéia do texto, que certamente conterá apenas uma nuance do que venha a ser... isto? (Complicado chamar tão grande... coisa? de "isso") ... coisa? Pula, pula!
O amor vem da vontade e se dá e faz se dar sem que ninguém peça, mas que espera sempre uma reciprocidade. não tem preço porque é muito valioso, mas só é valioso se for dado de graça, e é precioso quando não se pede, mas quando dado em pagamento pelo reconhecimento de outro amor é nobre.
O amor é complexo.
O amor é sublime, e mesmo tão puro que pode ser usado com força gerando uma força tão pura que beira à violência.
O amor é simples. É só sentir. É só se dar e pronto.
Agora vem o título...
Pronto! Acho que ficou apropriado.
É melhor começar o texto sem um título e quando terminar escolher um que expresse apenas a idéia do texto, que certamente conterá apenas uma nuance do que venha a ser... isto? (Complicado chamar tão grande... coisa? de "isso") ... coisa? Pula, pula!
O amor vem da vontade e se dá e faz se dar sem que ninguém peça, mas que espera sempre uma reciprocidade. não tem preço porque é muito valioso, mas só é valioso se for dado de graça, e é precioso quando não se pede, mas quando dado em pagamento pelo reconhecimento de outro amor é nobre.
O amor é complexo.
O amor é sublime, e mesmo tão puro que pode ser usado com força gerando uma força tão pura que beira à violência.
O amor é simples. É só sentir. É só se dar e pronto.
Agora vem o título...
"O Amor"
Pronto! Acho que ficou apropriado.
Sexta-feira, Junho 10, 2005
Sai uma pizza de ovo de tucano!
Finalmente o dia do juízo final está chegando.
Para os ateus que não acreditavam nas profecias bíblicas de fim dos tempos, para os esotéricos e espiritualistas que acreditavam que o mundo evoluiria de uma forma ou de outra para o mundo utópico que todos sonham, eis a resposta documental: então o leão pastará ao lado da corça e o lobo apascentará com a ovelha.
O governador Ivo Cassol (PSDB) fez um acordo com o prefeito Roberto Sobrinho (PT).
O contrato de casamento previu o arquivamento do processo de empeachment do governador em troca de favores políticos aos deputados do PT envolvidos no escândalo da propina.
O processo do governador já foi votado e arquivado, os deputados do PT estão recebendo testemunho de advogados (o presidente da OAB é cabo eleitoral do governador) nos programas de rádio (de grande audiência por parte do Zé Povão) dizendo que os referidos deputados estavam lá, mas não disseram nada, que foi uma coincidência eles terem aparecido na casa do Cassol quando de uma das visitas de um dos safardanas.
O sindicato dos professores (filiado à CUT), que já se movimentava para uma protesto público em denúncia aos desvios de verba na secretaria estadual de educação vão promover o maior arraial neste final de semana com muita carne e cerveja (Cassol é pecuarista) e presidentes de sindicatos estão tomando posse em assessorias públicas.
O orçamento que estava travado já destravou e vai haver concurso para PM e corpo de bombeiros.
O Tribunal de Justiça vai receber o repasse de verbas do governo para, enfim, publicar o edital de seu concurso. Repasse que também será extendido ao MP, que poderá empossar os aprovados de nível superior de seu último concurso.
As emissoras de televisão já estão na "concorrência" para a transmissão das olimpíadas escolares.
E a câmara dos vereadores resolveu parar de reclamar do aumento das passagens de transporte urbano e do sistema de passe eletrônico.
Todos os inimigos resolveram se abraçar. Afinal, é semana dos namorados. O amor está no ar. Não faça guerra, faça amor.
Mãe de quem, heim?
Para os ateus que não acreditavam nas profecias bíblicas de fim dos tempos, para os esotéricos e espiritualistas que acreditavam que o mundo evoluiria de uma forma ou de outra para o mundo utópico que todos sonham, eis a resposta documental: então o leão pastará ao lado da corça e o lobo apascentará com a ovelha.
O governador Ivo Cassol (PSDB) fez um acordo com o prefeito Roberto Sobrinho (PT).
O contrato de casamento previu o arquivamento do processo de empeachment do governador em troca de favores políticos aos deputados do PT envolvidos no escândalo da propina.
O processo do governador já foi votado e arquivado, os deputados do PT estão recebendo testemunho de advogados (o presidente da OAB é cabo eleitoral do governador) nos programas de rádio (de grande audiência por parte do Zé Povão) dizendo que os referidos deputados estavam lá, mas não disseram nada, que foi uma coincidência eles terem aparecido na casa do Cassol quando de uma das visitas de um dos safardanas.
O sindicato dos professores (filiado à CUT), que já se movimentava para uma protesto público em denúncia aos desvios de verba na secretaria estadual de educação vão promover o maior arraial neste final de semana com muita carne e cerveja (Cassol é pecuarista) e presidentes de sindicatos estão tomando posse em assessorias públicas.
O orçamento que estava travado já destravou e vai haver concurso para PM e corpo de bombeiros.
O Tribunal de Justiça vai receber o repasse de verbas do governo para, enfim, publicar o edital de seu concurso. Repasse que também será extendido ao MP, que poderá empossar os aprovados de nível superior de seu último concurso.
As emissoras de televisão já estão na "concorrência" para a transmissão das olimpíadas escolares.
E a câmara dos vereadores resolveu parar de reclamar do aumento das passagens de transporte urbano e do sistema de passe eletrônico.
Todos os inimigos resolveram se abraçar. Afinal, é semana dos namorados. O amor está no ar. Não faça guerra, faça amor.
Mãe de quem, heim?
Quinta-feira, Junho 09, 2005
Nada e tudo como sempre
Nada muito inspirador este jogo de hoje da seleção brasileira.
Eu ia escrever sobre rivalidade de um modo geral, e claro, em dia de jogo contra a Argentina, esse assunto sempre ronda.
Jogamos mal e merecemos o chocolate que levamos e só.
E por falar em inspiração, lembram do assunto da propina aqui em RO? Está a caminho da pizzaria.
Esta semana a comissão especial do senado convidou alguns parlamentares a prestar esclarecimentos.
E, enquanto isso, a votação do processo de empeachment do governador fica sem quórum. A AL já republicou o relatório, o que é ilegal, mesmo assim ainda não houve votação, de novo.
Na saúde pública as coisas continuam descendo a ladeira, sem medicamentos nos postos do município, 130 novos casos confirmados de malária POR DIA, nada de compra de inseticida para o carro da fumaça e o salário dos médicos aumentado com desvio de verba.
Os professores se preparando para mais uma greve eleitoreira enquanto a qualidade das escolas públicas quanto a higiene, materiais e equipamentos fica em 12º plano e nem sequer é pauta do movimento.
Tudo isso, minha gente, só serve pra aumentar ainda mais o descrédito para com as administrações públicas e aos órgãos de controle.
O tal do movimento pela transparência nos poderes públicos em RO que eu mencionei está calado. Lembram que eu disse que a OAB estava no meio junto com a igreja católica? O Marcos já disse logo que se a OAB estava no meio não era de se esperar grande coisa. Dito e feito. O atual presidente da OAB é da ala do governador, e aliás, um dos maiores devedores do banco do estado de rondônia, que ainda não conseguiu ser extinto desde seu fechamento em 1995. O referido doutor, fora, nos áureos tempos dos bancos estaduais, candidato de aluguel ao governo, e pra campanha vez vários empréstimos, que não pagou.
E tudo isso só me anima a uma coisa: aumentar meu ceticismo.
Mas, como bom cidadão e até mesmo professor de educação para o consumo, continuo em pé, tentando influenciar os que me cercam, com diplomacia e bom humor.
Eu ia escrever sobre rivalidade de um modo geral, e claro, em dia de jogo contra a Argentina, esse assunto sempre ronda.
Jogamos mal e merecemos o chocolate que levamos e só.
E por falar em inspiração, lembram do assunto da propina aqui em RO? Está a caminho da pizzaria.
Esta semana a comissão especial do senado convidou alguns parlamentares a prestar esclarecimentos.
E, enquanto isso, a votação do processo de empeachment do governador fica sem quórum. A AL já republicou o relatório, o que é ilegal, mesmo assim ainda não houve votação, de novo.
Na saúde pública as coisas continuam descendo a ladeira, sem medicamentos nos postos do município, 130 novos casos confirmados de malária POR DIA, nada de compra de inseticida para o carro da fumaça e o salário dos médicos aumentado com desvio de verba.
Os professores se preparando para mais uma greve eleitoreira enquanto a qualidade das escolas públicas quanto a higiene, materiais e equipamentos fica em 12º plano e nem sequer é pauta do movimento.
Tudo isso, minha gente, só serve pra aumentar ainda mais o descrédito para com as administrações públicas e aos órgãos de controle.
O tal do movimento pela transparência nos poderes públicos em RO que eu mencionei está calado. Lembram que eu disse que a OAB estava no meio junto com a igreja católica? O Marcos já disse logo que se a OAB estava no meio não era de se esperar grande coisa. Dito e feito. O atual presidente da OAB é da ala do governador, e aliás, um dos maiores devedores do banco do estado de rondônia, que ainda não conseguiu ser extinto desde seu fechamento em 1995. O referido doutor, fora, nos áureos tempos dos bancos estaduais, candidato de aluguel ao governo, e pra campanha vez vários empréstimos, que não pagou.
E tudo isso só me anima a uma coisa: aumentar meu ceticismo.
Mas, como bom cidadão e até mesmo professor de educação para o consumo, continuo em pé, tentando influenciar os que me cercam, com diplomacia e bom humor.
Segunda-feira, Junho 06, 2005
O que eu acho do dia dos namorados
Acho um ótimo pretexto.
Acho muito bom podermos ter um texto em mãos
e na ponta da língua
para dizer diretamente a outra língua,
para ler em braile nos dedos da outra mão,
para ouvir o toque suave da outra língua bem atrás da orelha.
Acho um bom motivo
para quem não precisa de motivos
para não ter razões
de discutir relações,
mas, negociar afagos e prazeres.
Acho o dia dos namorados um bom comércio
para quem quer enriquecer de presentes,
presentes que serão, pelo menos enquanto durar a infinidade,
mais caros que as etiquetas,
presentes que serão barganhas.
Acho uma brincadeira.
Acho um prazer.
Acho uma insanidade indispensável.
Acho uma futilidade.
Acho uma boa oportunidade.
Acho muito bom podermos ter um texto em mãos
e na ponta da língua
para dizer diretamente a outra língua,
para ler em braile nos dedos da outra mão,
para ouvir o toque suave da outra língua bem atrás da orelha.
Acho um bom motivo
para quem não precisa de motivos
para não ter razões
de discutir relações,
mas, negociar afagos e prazeres.
Acho o dia dos namorados um bom comércio
para quem quer enriquecer de presentes,
presentes que serão, pelo menos enquanto durar a infinidade,
mais caros que as etiquetas,
presentes que serão barganhas.
Acho uma brincadeira.
Acho um prazer.
Acho uma insanidade indispensável.
Acho uma futilidade.
Acho uma boa oportunidade.
Viver é ruim, mas faz bem.
Sempre haverão encontros e desencontros na vida, e de uma forma ou de outra, todos úteis.
Não é raro passarmos por situações que comprovem a veracidade da Lei de Murphy, mesmo assim continuamos tentando. Continuamos tentando fazer de nossos mundos o melhor, querendo que isso faça o mundo de cada um ser melhor também.
Quando estamos em dias de glória nos sentimos mais fortes para resistir aos pequenos problemas cotidianos e mais animados para enfrentar os grandes.
Quando não, temos sempre exemplos na vida de outras pessoas para nos ajudar a suportar e até mesmo dar idéias.
Até mesmo as baboseiras inexeqüíveis dos Laires Ribeiros da vida têm sua valia.(gostaram do inexeqüíveis?)
Recentemente postei sobre frases feitas e utopia, e normalmente sou sarcástico e cético a possíveis melhorias de vida, mas, essas frases feitas são, em sua maioria, ótimos tijolos para a construção de uma filosofia de vida mais humana e cidadã para podermos, pelo menos, manter nossa vela acesa na busca de um mundo melhor. E, mesmo com interesses políticos e demagogos, qualquer melhoria já é um progresso (mesmo quando não passam de mera obrigação).
Acidentes, catástrofes familiares, enxurradas (um abraço aos pernambucanos), assaltos, mortes inesperadas na família ou nas relações mais próximas ficam mais fáceis de serem suportadas por pessoas que mantenham em mente essa filosofia de vida. E ajudam até mesmo para sermos conselheiros e ombros amigos aos que venham a sofrer isso conosco ou perto de nós.
Mesmo em coisas menos graves, como perder o ônibus que nos impediria o atraso, tomar o ônibus errado, pisar numa poça de lama com um calçado limpíssimo, acidentes de percurso ou mesmo o susto provocado pelo cachorro que tava na tocaia (e que deve ter te sacaneado em caninês) são situações que nossa formação cultural e o bom humor poderão usar como pequenas lições.
Não que tenhamos todos a obrigação de sermos Madres Teresas em todo o tempo.
Não que devamos viajar e achar que tudo é lindo.
Podemos escolher entre agir assim ou bancar o Bozo (Sempre rir! Pra viver, é melhor sempre rir!) ou ainda fazer um comentário sarcástico ao invés de grosseiro.
Podemos bancar os pobres e miseráveis sobre quem toda a titica do mundo cai ou os rebeldes sem motivo que gostam mesmo de reclamar só pra desopilar, ou ponderar e perguntar: "é razoável essa ira?"
Viver confortavelmente pode não ser uma questão de escolha, mas sentir-se extremamente incomodado com uma seqüência de problemas não resolve muito.
Não é raro passarmos por situações que comprovem a veracidade da Lei de Murphy, mesmo assim continuamos tentando. Continuamos tentando fazer de nossos mundos o melhor, querendo que isso faça o mundo de cada um ser melhor também.
Quando estamos em dias de glória nos sentimos mais fortes para resistir aos pequenos problemas cotidianos e mais animados para enfrentar os grandes.
Quando não, temos sempre exemplos na vida de outras pessoas para nos ajudar a suportar e até mesmo dar idéias.
Até mesmo as baboseiras inexeqüíveis dos Laires Ribeiros da vida têm sua valia.(gostaram do inexeqüíveis?)
Recentemente postei sobre frases feitas e utopia, e normalmente sou sarcástico e cético a possíveis melhorias de vida, mas, essas frases feitas são, em sua maioria, ótimos tijolos para a construção de uma filosofia de vida mais humana e cidadã para podermos, pelo menos, manter nossa vela acesa na busca de um mundo melhor. E, mesmo com interesses políticos e demagogos, qualquer melhoria já é um progresso (mesmo quando não passam de mera obrigação).
Acidentes, catástrofes familiares, enxurradas (um abraço aos pernambucanos), assaltos, mortes inesperadas na família ou nas relações mais próximas ficam mais fáceis de serem suportadas por pessoas que mantenham em mente essa filosofia de vida. E ajudam até mesmo para sermos conselheiros e ombros amigos aos que venham a sofrer isso conosco ou perto de nós.
Mesmo em coisas menos graves, como perder o ônibus que nos impediria o atraso, tomar o ônibus errado, pisar numa poça de lama com um calçado limpíssimo, acidentes de percurso ou mesmo o susto provocado pelo cachorro que tava na tocaia (e que deve ter te sacaneado em caninês) são situações que nossa formação cultural e o bom humor poderão usar como pequenas lições.
Não que tenhamos todos a obrigação de sermos Madres Teresas em todo o tempo.
Não que devamos viajar e achar que tudo é lindo.
Podemos escolher entre agir assim ou bancar o Bozo (Sempre rir! Pra viver, é melhor sempre rir!) ou ainda fazer um comentário sarcástico ao invés de grosseiro.
Podemos bancar os pobres e miseráveis sobre quem toda a titica do mundo cai ou os rebeldes sem motivo que gostam mesmo de reclamar só pra desopilar, ou ponderar e perguntar: "é razoável essa ira?"
Viver confortavelmente pode não ser uma questão de escolha, mas sentir-se extremamente incomodado com uma seqüência de problemas não resolve muito.
Sábado, Junho 04, 2005
A vida como deveria ser
Todo mundo tem seus momentos de sonhos utópicos, e claro que eu não poderia ser diferente.
Seria muito bom ganhar o prêmio acumulado da mega-sena se não tivéssemos cpmf, iof e os impostos futuros, e se isso não viesse a nos dar dezenas de amigos do peito, entidades sem fins lucrativos precisando de donativos e parentes mil. Como se eu já não tivesse o bastante.
Seria muito bom termos um mundo com mais igualdade social, sem pessoas precisando da esmola que suamos pra merecer colocar no nosso bolso, sem vítimas de castástrofes e guerras para serem amparadas, onde todos pudessem compartilhar de todos os prazeres da vida e chorar de barriga cheia.
Seria muito bom se todos os humanos deste planeta tivessem pleno senso de cidadania ao ponto de não precisarmos de políticos e eleições, de delegacias de polícia, presídios, sanatórios, quartéis e que os hospitais fossem apenas para tratar de acidentes e doenças, que não houvessem internações por tiros, bombas, armas químicas, balas perdidas, atropelamentos provocados por motoristas barbeiros e/ou bêbados, vítimas de jet-skis mauricinhos, vítimas de envenenamento proposital ou sabotagens.
Seria muito bom se todo mundo encontrasse uma pessoa para amar despreocupadamente até o fim da vida, e que quando o fim da vida chegasse, a partida, embora que dolorida, fosse tranqüila e sem remorsos, e que não causasse medo do tal do inventário para partilha de bens e as intermináveis brigas que terminam entrando para os testamentos das partes interessasdas.
Seria muito bom que você pudesse passear livremente por uma praça ou jardim sem ter medo de um pit-bull destemperado pertencente a um dono de pit-bull com necessidade de autoafirmação.
Seria muito bom que os acidentes sempre fossem por causas naturais e que os socorros pudessem ser tão imeditaos e eficazes que resultassem mais em histórias engraçadas do que em lutos.
Que todos os fetos pudessem nascer sem doenças degenerativas ou má-formação por uso inconseqüente de algum tipo de droga ou tentativa frustrada de aborto, e que toda gravidez viesse sempre e somente no melhor momento para evitar discussões sobre abortos e sua culpa, bem como os riscos que essa operação traz ao corpo e à alma de todos os envolvidos, principalmente das mães.
Que quem quer ficar sozinho não interfira no amor de quem está procurando a felicidade ao lado de outra pessoa e que jamais alguém fizesse uma escolha equivocada para que mais tarde não viesse a sentir dúvida e, fatalmente, trair aquela pessoa a quem se sugeriu amar profundamente.
Seria bom que nossa maldade somente aflorasse nas piadas e pegadinhas e na gozação aos do time perdedor e que isso não causasse ofensa nem sectarismo.
E por fim, seria muito bom que ninguém te chamasse de idiota ou coisa assim e se o fizesse soubesse fazê-lo por você merecer uma correção. Que as críticas viessem sempre acompanhadas de sugestões com brandura e carinho e com a autoridade que só um amigo de verdade tivesse.
Ai, ai! Acho que vou vomitar.
Seria muito bom ganhar o prêmio acumulado da mega-sena se não tivéssemos cpmf, iof e os impostos futuros, e se isso não viesse a nos dar dezenas de amigos do peito, entidades sem fins lucrativos precisando de donativos e parentes mil. Como se eu já não tivesse o bastante.
Seria muito bom termos um mundo com mais igualdade social, sem pessoas precisando da esmola que suamos pra merecer colocar no nosso bolso, sem vítimas de castástrofes e guerras para serem amparadas, onde todos pudessem compartilhar de todos os prazeres da vida e chorar de barriga cheia.
Seria muito bom se todos os humanos deste planeta tivessem pleno senso de cidadania ao ponto de não precisarmos de políticos e eleições, de delegacias de polícia, presídios, sanatórios, quartéis e que os hospitais fossem apenas para tratar de acidentes e doenças, que não houvessem internações por tiros, bombas, armas químicas, balas perdidas, atropelamentos provocados por motoristas barbeiros e/ou bêbados, vítimas de jet-skis mauricinhos, vítimas de envenenamento proposital ou sabotagens.
Seria muito bom se todo mundo encontrasse uma pessoa para amar despreocupadamente até o fim da vida, e que quando o fim da vida chegasse, a partida, embora que dolorida, fosse tranqüila e sem remorsos, e que não causasse medo do tal do inventário para partilha de bens e as intermináveis brigas que terminam entrando para os testamentos das partes interessasdas.
Seria muito bom que você pudesse passear livremente por uma praça ou jardim sem ter medo de um pit-bull destemperado pertencente a um dono de pit-bull com necessidade de autoafirmação.
Seria muito bom que os acidentes sempre fossem por causas naturais e que os socorros pudessem ser tão imeditaos e eficazes que resultassem mais em histórias engraçadas do que em lutos.
Que todos os fetos pudessem nascer sem doenças degenerativas ou má-formação por uso inconseqüente de algum tipo de droga ou tentativa frustrada de aborto, e que toda gravidez viesse sempre e somente no melhor momento para evitar discussões sobre abortos e sua culpa, bem como os riscos que essa operação traz ao corpo e à alma de todos os envolvidos, principalmente das mães.
Que quem quer ficar sozinho não interfira no amor de quem está procurando a felicidade ao lado de outra pessoa e que jamais alguém fizesse uma escolha equivocada para que mais tarde não viesse a sentir dúvida e, fatalmente, trair aquela pessoa a quem se sugeriu amar profundamente.
Seria bom que nossa maldade somente aflorasse nas piadas e pegadinhas e na gozação aos do time perdedor e que isso não causasse ofensa nem sectarismo.
E por fim, seria muito bom que ninguém te chamasse de idiota ou coisa assim e se o fizesse soubesse fazê-lo por você merecer uma correção. Que as críticas viessem sempre acompanhadas de sugestões com brandura e carinho e com a autoridade que só um amigo de verdade tivesse.
Ai, ai! Acho que vou vomitar.
Quarta-feira, Junho 01, 2005
Fazendo discípulos
Ia escrever sobre outra coisa, mas não resisti.
Lembram da história do namorado da Tereza, que ligou por engano pro Marcos? Poizé. Toda vez que recebo uma ligação por engano eu lembro da história e me seguro pra não cair na risada na cara do(a) infeliz.
Mas, ontem, não resisti à tentação:
Em pleno horário comercial recebo uma ligação a cobrar no meu celular. Uma voz de menina não identificada começa a metralhar:
- Pai, deixa eu almoçar na casa da Lene? Depois e mamãe me pega lá e bláblablá (e muitos outros blás sem nenhuma vírgula).
Quando ela finalmente para pra respirar eu já tinha rido e descarreguei:
- NÃO! Vai almoçar com a sua mãe. Não quero nem saber. E para de me ligar por besteira!
Deligo e caio na risada. Ô maldade!
Pensando nisso, quantas vezes a gente aprende "utilidades" assim em coisas à toa?
Como daquela história que eu contei no último post sobre "quem não cola não sai da escola".
A gente vê muita coisa sarcástica assim em filmes, novelas e em conversas sem importância que de vez em quando a gente resolve por em prática e vê que funciona.
Essa do trote a pedidos (porque ligar por engano a cobrar tá pedindo um, né?) pode ser uma nova mania.
Eu já vi sacanagens como da mensagem da secretária eletrônica: - Isso é uma secretária eletrônica, você sabe como funciona.
Ou de escrever em poeira de vidros de carros: "Sujo desde".
E coisinhas assim servem pra nos manter vivos e nosso sarcasmo treinado.
Bem, eu já disse que sou cínico?
Poizé.
Lembram da história do namorado da Tereza, que ligou por engano pro Marcos? Poizé. Toda vez que recebo uma ligação por engano eu lembro da história e me seguro pra não cair na risada na cara do(a) infeliz.
Mas, ontem, não resisti à tentação:
Em pleno horário comercial recebo uma ligação a cobrar no meu celular. Uma voz de menina não identificada começa a metralhar:
- Pai, deixa eu almoçar na casa da Lene? Depois e mamãe me pega lá e bláblablá (e muitos outros blás sem nenhuma vírgula).
Quando ela finalmente para pra respirar eu já tinha rido e descarreguei:
- NÃO! Vai almoçar com a sua mãe. Não quero nem saber. E para de me ligar por besteira!
Deligo e caio na risada. Ô maldade!
Pensando nisso, quantas vezes a gente aprende "utilidades" assim em coisas à toa?
Como daquela história que eu contei no último post sobre "quem não cola não sai da escola".
A gente vê muita coisa sarcástica assim em filmes, novelas e em conversas sem importância que de vez em quando a gente resolve por em prática e vê que funciona.
Essa do trote a pedidos (porque ligar por engano a cobrar tá pedindo um, né?) pode ser uma nova mania.
Eu já vi sacanagens como da mensagem da secretária eletrônica: - Isso é uma secretária eletrônica, você sabe como funciona.
Ou de escrever em poeira de vidros de carros: "Sujo desde
E coisinhas assim servem pra nos manter vivos e nosso sarcasmo treinado.
Bem, eu já disse que sou cínico?
Poizé.
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