Semana passada foi mais uma semana suis generis na minha vida. Iniciei a semana achando que ia ter tempo e grana para visitar todo mundo e criar um texto leve. Mas, como diria o Zé Carioca, "papagaio!"
A semana estava ótima até quarta-feira quando os veteranos resolveram fazer o trote com três semanas de atraso. Bem, os calouros descobriram e se preparam para uma luta no sentido literal da palavra.
Como sou mesmo enxirido me sentei bem à porta. Afinal, eu tenho menos a perder que a maioria dos alunos. Conseguimos frustrar os veteranos e o único atingido foi eu. Consegui eivtar que os veteranos entrassem na sala que eles já haviam sujado com tintas e quebrado o vidro da porta. Do lado de dentro o professor de teoria da contabilidade consegui proteger os alunos e o equipamento dele (notebook e datashow).
A polícia foi acionada e conseguiu garantir a saída dos calouros em segurança porque não era somente uma brincadeira mas, uma humilhação com reuqintes de violência. Violência que seria 10 vezes maior se eles entrassem na sala.
Como resultado da noite frustrada fui à delegacia e foi registrada ocorrência, feito exame de corpo de delito, etc. Na manhã seguinte a pro-reitoria de graduação chamou a polícia federal para periciar os estragos feitos lá. Outros alunos, de direito, aproveitaram a bagunça e foram atacar os de economia e outra porta foi quebrada junto com algumas carteiras.
Bem, já que eu agora vou ficar como chato mesmo, vou levar até o fim o processo. Mas, tomei o cuidado de orientar meus colegas a não cair nas provocações. Sim, os veteranos estão querendo fazer outro ataque, pelo menos até eles verem que o processo é sério, porque por enquanto está no processo de identificação, depois virão as intimações e indiciamentos.
A comunidade acadêmica está dividida mas, felizmente, há um grande número que acha que já passou da hora de trotes assim, afianal, brincar é bom, mas só é brincadeira quando todos concordam. Depois existem brincadeiras bem feitas, divertidas e não violentas. Eu mesmo já fui pintado, tive que usar coleira e passear pela universidade em 2000, mas só brincou quem quis, e foi tudo levado com tanta simpatia que somente uma pessoa se recusou a ser pintada porque era alérgica, mesmo assim usou coleira e desfilou.
Bem, sei que o processo terminará em acordo (e eu topo), até porque ninguém quer ferrar a vida profissional de jovens saindo da adolescência, mas o caso policial irá mostrar que, a partir de agora, atos mal planejados podem trazer conseqüências desastrosas e sem vencedores.
Domingo, Abril 23, 2006
Terça-feira, Abril 18, 2006
Eu e minhas paixões
Meus maiores prazeres são: namorar, cozinhar, música, fotografia e escrita.
Bem, namorar pra mim é difícil porque penso tanto e falo tanto (e tão bem?) que viro amigo e confidente (e nenhuma mulher que se preze confidencia para namorado sem um segundo interesse por trás).
Escrever eu já compartilho com vocês há mais de um ano.
Culinária eu já falei aqui. Aliás, nesta sexta-feira fui convidado pra cozinhar (café, almoço e jantar) pra um congresso de 400 mulheres e claro que eu topei do desafio.
Música eu já comentei. Depois pra escrever um texto sobre Beethoven que até eu fiquei surpreso já dava pra notar. A propósito, a fonte principal daquela história foi um fascículo da primeira coleção de música clássica a circular no Brasil, "Grandes Compositores da Música Universal" editado pela Abril Cultural num trabalho de pesquisa liderado pelo próprio Victor Civita com encarte, fotos e discos de vinil de 18 polegadas com as principais obras de cada autor interpretadas pelos seus maiores intérpretes da época. A coleção ia de Beethoven a Berlioz com direito a Schumann, Schubert, Pagannini, Tchaikovski, Lizt, Rimsky-Korsakov, Strauss Jr., Corelli, Bach e muitos outros, com disco duplo de Haendel. Rui, um dos onze filhos de Francisco Moura ainda guarda a coleção.
E fotografia, que tive minhas primeiras lições em 1982 numa câmera Kodak com aqueles flashes de bulbo e foi se fortalecer em 88 com a Olympus Trip 35 do velho, que me propiciou mais de 2000 fotos que eu queimei no "grande incêndio".
Depois disso retomei o prazer em 98, com uma Fuji automática nos três meses que estive em BH e que, por sorte, coincidiu com a exposição de Dali no museu da pampulha, mas, como a coisinha era automática e não podia fotografar com flash dentro do museu só peguei mesmo O Quixote Sentado e O Rinoceronte que estavam no jardim e paisagens de Belô e das cidades históricas.
Agora estou com uma Yashica MG Motor e estou prestes a comprar, acreditem, uma Polaroide. Descobri que a tecnologia das câmeras digitais baixou pra 70 reais o preço dessa câmera. Como eu gosto de fotos não-posadas e impressas em papel pra colocar no meu painel, estou realizando um sonho de consumo de muita gente que viveu meu período.
A câmera digital própria provavelmente será do meu próximo celular, é só as promoções do dia das mães chegarem já que o poizé tá com esclero-artro-cirrose-crônico-culvisa.
Pena pra nós que vai ser difícil publicar aqui a maioria das fotos, mas vou poder retomar a idéia das fotos pitorescas do dia-a-dia.
Bem, namorar pra mim é difícil porque penso tanto e falo tanto (e tão bem?) que viro amigo e confidente (e nenhuma mulher que se preze confidencia para namorado sem um segundo interesse por trás).
Escrever eu já compartilho com vocês há mais de um ano.
Culinária eu já falei aqui. Aliás, nesta sexta-feira fui convidado pra cozinhar (café, almoço e jantar) pra um congresso de 400 mulheres e claro que eu topei do desafio.
Música eu já comentei. Depois pra escrever um texto sobre Beethoven que até eu fiquei surpreso já dava pra notar. A propósito, a fonte principal daquela história foi um fascículo da primeira coleção de música clássica a circular no Brasil, "Grandes Compositores da Música Universal" editado pela Abril Cultural num trabalho de pesquisa liderado pelo próprio Victor Civita com encarte, fotos e discos de vinil de 18 polegadas com as principais obras de cada autor interpretadas pelos seus maiores intérpretes da época. A coleção ia de Beethoven a Berlioz com direito a Schumann, Schubert, Pagannini, Tchaikovski, Lizt, Rimsky-Korsakov, Strauss Jr., Corelli, Bach e muitos outros, com disco duplo de Haendel. Rui, um dos onze filhos de Francisco Moura ainda guarda a coleção.
E fotografia, que tive minhas primeiras lições em 1982 numa câmera Kodak com aqueles flashes de bulbo e foi se fortalecer em 88 com a Olympus Trip 35 do velho, que me propiciou mais de 2000 fotos que eu queimei no "grande incêndio".
Depois disso retomei o prazer em 98, com uma Fuji automática nos três meses que estive em BH e que, por sorte, coincidiu com a exposição de Dali no museu da pampulha, mas, como a coisinha era automática e não podia fotografar com flash dentro do museu só peguei mesmo O Quixote Sentado e O Rinoceronte que estavam no jardim e paisagens de Belô e das cidades históricas.
Agora estou com uma Yashica MG Motor e estou prestes a comprar, acreditem, uma Polaroide. Descobri que a tecnologia das câmeras digitais baixou pra 70 reais o preço dessa câmera. Como eu gosto de fotos não-posadas e impressas em papel pra colocar no meu painel, estou realizando um sonho de consumo de muita gente que viveu meu período.
A câmera digital própria provavelmente será do meu próximo celular, é só as promoções do dia das mães chegarem já que o poizé tá com esclero-artro-cirrose-crônico-culvisa.
Pena pra nós que vai ser difícil publicar aqui a maioria das fotos, mas vou poder retomar a idéia das fotos pitorescas do dia-a-dia.
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