Sexta-feira, Maio 19, 2006

Ora, eu!!!

Tem cara que vive puxando o saco dos amigos blogueiros em seus posts mas que ultimamente tá que nem cabelo de freira, todo mundo sabe que existe mas ninguém vê.
E nem seu irmão blogueiro-superstar consegue vê-lo na grande rede.
Esse cara adora escrever textos sobre assuntos que ninguém gosta usando uma abordagem bem humorada. Já falou sobre políticos e política, sobre universidade e universotários, sobre blogs, amor, futebol, religião, morte, azar e até sacanagem, e sua cabeça ainda continua fervilhando de idéias.
Fervilha tanto que ele anda procurando cada vez mais motivos pra se enrolar.
Está às voltas com um jornalzinho que ainda não virou periódico em seu meio religioso; no trabalho continua papando-mosquito da dengue (aliás Rondônia foi agraciado como único estado brasileiro com o vírus da dengue neurológica, que causa paralisia no sistema nervoso periférico, com 51 casos oficiais) e agora na universidade às voltas tentando colocar idéias de gente pensante nos colegas e no meio de processo de investigação disciplinar por causa do trote excessivo e com duas investigações paralelas pelas polícias civil e federal no mesmo assunto.
(in)Felizmente está sem namorada, paquera, ficante ou afim há três meses. Isso lhe dá o benefício de ter tempo pra pensar e ler e gastar menos dinheiro que não tem e o malefício de não se organizar direito.
Este blogueiro filho da mãe já escreveu uns sete textos com intenção de visitar os amigos logo depois e até fez algumas anotações para atualização da lista aí ao lado mas, de fato, não tem visitado mais que vinte, sendo que nas duas últimas semanas o número caiu pra zero.
O que não significa que tenha esquecido ou deixado de gostar muito dos blogs e blogueiros, pode analisá-lo nos divãs virtuais se quiserem, ou podem jogar pedras digitais, ou ainda simpesmente ignorá-lo.

No entanto, ele agradece às visitas e comentários e principalmente pela paciência para com ele e ainda sustenta o pedido collorido: "não me deixem só". Brigadin'!

Terça-feira, Maio 02, 2006

Ainda bem tem gente que pensa

Os formadores de opinião bem que tentam, mas ainda existe quem se dá ao luxo de questionar velhas fórmulas.
Enquanto alguns universitários não se dão conta de que fazem parte do grupo dos formadores de opinião e preferem se reunir somente pra baladas e deixar de lado o potencial político e administrativo dos CAs e DCEs (é, Marcos, temos mesmo que fazer plural de siglas assim e não como a gramática ensina), tenho visto em algumas pessoas, e algumas saindo da adolescência, gosto por compositores que pensam.
Recenemente ouvi de uma guria de 15 anos e de outra de 19 que gostam muito de Chico Buarque e dos compositores que a Elis Regina cantava. Claro que há o dedo bom da mídia em citar a Maria Rita e nos comerciais da Band sobre a série de DVDs do Chico.
Claro que essas pessoas são a minoria. Mas, não foi sempre assim? Nos tempos da tropicália e da bossa nova o zé povão não ia pras músicas mais divertidas sem se preocupar com qualidade? O próprio Guilherme Arantes declarou que pra viver de música no Brasil ele tinha que fazer um disco pra ele e outro pra vender.
Portanto, conhecer pessoas que não acham grande genialidade em Renato Russo, já que suas letras sempre tinham mensagens depressivas que condiziam com o suicídio em que terminou sua vida. Ver pessoas que percebem que a genialidade de Chico está mais nas entrelinhas que nas linhas. Que forró, axé e pagode não são música embora sejam ritmos gostosos de dançar e que servem apenas pra isso. Que notam que os sertanejos são meramente plagiadores com muitos gado-dólares que contratam músicos mediocres especialistas em "matar" músicas estrangeiras.
Creio, pelo ciclo da história, que não vai demorar para uma nova juventude idealista fazer um grande barulho que operará algumas mudanças nos conceitos e práticas de cidadania e civilidade.

Espero viver pra ver isso.