Não é preciso criar muitas leis ou regras para garantir transparência e participação popular consciente nas votações.
Pra começar basta tirar a obrigatoriedade do voto e voltar a contar os votos nulos e brancos.
Basta acabar com o voto de legenda que permite que um enéas da vida termine rebocando deputados que tenham recebido apenas o voto da família. Que cada voto tenha o peso somente de um voto.
Que seja proibido a chatice dos carros-de-som (aliás, em pesquisa feita por alunos do programa de formação de agentes de vigilância em saúde, no quesito poluição sonora, há mais reclamações contra os carros de som do que contra o próprio trânsito em si).
Proiba-se a imprensa de exibir comerciais de empresas que doem recursos a campanhas políticas e, principalmente, de aceitar matérias pagas de políticos. Assim, as notícias seriam somente notícias, afinal, o jornal tem que servir o povo e não o contrário. A informação deve ser inclusiva e irrestrita.
Para que o povo saiba melhor o que se passa nos plenários, que TODAS as votações sejam pelo voto aberto, que a imunidade parlamentar não seja permissão para infrações legais e crimes, ou seja, um político sendo inverstigado e havendo evidências suficientes para um indiciamento, que ele seja indiciado, processado, julgado e (se for o caso) condenado.
Que as sessões de votação sejam transmitidas na tv-aberta, internet e rádio de ondas curtas a todo território nacional ao vivo e em tempo real. Assim, saberemos quem tá votando em quê e quando. O problema será preencher os horários em que o plenário está vazio.
O candidato com mandato até conserve seu mandato e possa se ausentar para visitas e reuniões de campanha, mas que, estas visitas, quando feitas em dias úteis e em horário comercial, tenham desconto salarial da falta.
Isso só pra puxar a discussão.
Aqui começa minha campanha pelo voto nulo.
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PS: Logo estarei atualizando as visitas, meu tempo e dinheiro ainda estão curtos para acesso melhor.
Quarta-feira, Julho 26, 2006
Sábado, Julho 08, 2006
A saga do jabuti
Contextualizando Animal Farm com uma ajudinha do Zé Simão.
Na terra da madeira vermelha havia um jabuti como tantos outros. Mas, este teve a infelicidade de perder uma unha para um jacaré do papo amarelo. Procurando seus direitos o jabuti ouviu falar que lá na terra dos porcos stalin, lenin e napoleão eles conseguiram tomar a fazenda dos homens.
O jabuti reuniu seus cumpadres jabutis e disse: Nóf temof que ffonhar!
Os outros riram dele e disseram: Sonhar como, se os jacarés vão sempre estar fungando em nosos cascos?
O jabuti pensou, olhou em volta e disse: Ja ffei! Vamof ffubir no FFamaúma! Ela num é a mãe daf árvoref? Num é lá que aff harpias fazem ffeuf ninhof?
- Hahahahaha! Jabuti subir em árvore? - riram todos.
Mas o jabuti não desistiu e começou a montar um grupo de jabutis. E logo já tinham vários animais pequenos se unindo a ele. Vieram os gambas, as preás e todos os roedores.
Jabuti é paciente e passou a vida falando em morar em cima do pé de samaúma. Era ignorado por alguns, aplaudido por outros e temido por outros.
À medida que o tempo passava eles viam a floresta ser invadida por homens que traziam outros animais. Uns bichos barulhentos que iam transformando a floresta em pasto, com um tal de capim africano.
Um dia se deram conta de que as idéias do jabuti estavam difundidas por todo canto, e até mesmo uns bois e galinhas passavam a gostar da idéia.
E nem perceberam quando o jabuti passou dois anos longe de tudo.
Quando voltou disse que tinha ido para uma terra onde os homens compravam os bois criados na floresta e aprendeu a falar a língua de homens e de pássaros.
Com tanto barulho um dia perceberam que o jabuti tava lá em cima da árvore. Mas, lá em cima o espaço é pequeno e o jabuti deixou seus amigos lá embaixo e ficou admirando tudo lá de cima.
Os gambás bem que conseguiram subir na árvore junto com alguns ratos. Alguns tucanos fizeram barulho e tentaram derrubar o jabuti lá de cima, mas o cascudo é pesado. Os bichos lá em baixo bateram na árvore e a tremedeira até derrubou alguns gambás, e os que ficavam pendurados pelo rabo o jabuti derrubava: É, companheiro, se eu tentar te ffegurar é capaf de eu cair também.
Quando tempo vai demorar pro jabuti descer? Bem, nem sei quando nem como, sei que jabutis vivem 200 anos.
Na terra da madeira vermelha havia um jabuti como tantos outros. Mas, este teve a infelicidade de perder uma unha para um jacaré do papo amarelo. Procurando seus direitos o jabuti ouviu falar que lá na terra dos porcos stalin, lenin e napoleão eles conseguiram tomar a fazenda dos homens.
O jabuti reuniu seus cumpadres jabutis e disse: Nóf temof que ffonhar!
Os outros riram dele e disseram: Sonhar como, se os jacarés vão sempre estar fungando em nosos cascos?
O jabuti pensou, olhou em volta e disse: Ja ffei! Vamof ffubir no FFamaúma! Ela num é a mãe daf árvoref? Num é lá que aff harpias fazem ffeuf ninhof?
- Hahahahaha! Jabuti subir em árvore? - riram todos.
Mas o jabuti não desistiu e começou a montar um grupo de jabutis. E logo já tinham vários animais pequenos se unindo a ele. Vieram os gambas, as preás e todos os roedores.
Jabuti é paciente e passou a vida falando em morar em cima do pé de samaúma. Era ignorado por alguns, aplaudido por outros e temido por outros.
À medida que o tempo passava eles viam a floresta ser invadida por homens que traziam outros animais. Uns bichos barulhentos que iam transformando a floresta em pasto, com um tal de capim africano.
Um dia se deram conta de que as idéias do jabuti estavam difundidas por todo canto, e até mesmo uns bois e galinhas passavam a gostar da idéia.
E nem perceberam quando o jabuti passou dois anos longe de tudo.
Quando voltou disse que tinha ido para uma terra onde os homens compravam os bois criados na floresta e aprendeu a falar a língua de homens e de pássaros.
Com tanto barulho um dia perceberam que o jabuti tava lá em cima da árvore. Mas, lá em cima o espaço é pequeno e o jabuti deixou seus amigos lá embaixo e ficou admirando tudo lá de cima.
Os gambás bem que conseguiram subir na árvore junto com alguns ratos. Alguns tucanos fizeram barulho e tentaram derrubar o jabuti lá de cima, mas o cascudo é pesado. Os bichos lá em baixo bateram na árvore e a tremedeira até derrubou alguns gambás, e os que ficavam pendurados pelo rabo o jabuti derrubava: É, companheiro, se eu tentar te ffegurar é capaf de eu cair também.
Quando tempo vai demorar pro jabuti descer? Bem, nem sei quando nem como, sei que jabutis vivem 200 anos.
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