Pessoal, este ano foi incrível mesmo.
Não gosto de estar no lugar comum, mas a solidão desse final de ano me fez mesmo pensar nele.
Como parte da minha mudança anunciada em outubro decidi não ficar me lamentando. E só porque me sinto só não vou ficar me lamentando.
Em 2007 a grana deve melhorar, porque conseguimos uma vitória trabalhista e a grana deve aumentar 25% já em janeiro, o que dará direito de requerer um retroativo de 2 anos e meio. Espero receber a grana antes das férias pra poder fazer a esperada viagem ao nordeste. Mas, já tô no lucro.
Este ano tive retomada de uma amizade que julgava perdida desde o grande incêndio, Micheline, minha querida Mich.
Retomei também umas conversas com outras pessoas muito especiais na minha vida, Lucinéia, Eloise e Flademir são alguns.
Fiz novas amizades que já são muito queridas e fortaleci algumas recentes e antigas.
O blog teve um ano ruim, com meus sumiços daqui e dos blogs da minha lista que não consigo atualizar e não vou prometer nada por enquanto, porque vou priorizar minha casa própria. Pretendo aproveitar essa onda financiamentos pré-fixados do governo federal e dar entrada na minha casinha, e tem a faculdade que vai apertar meu ritmo também até para corujões. Então, não esperem muita coisa de mim, vou tentar mas é só o que posso prometer.
O ano vai começar também com o nascimento da primeira sobrinha-neta, Letícia, que tomara puxe à beleza da mãe! Mas o Shrek é gente fina, aliás acabei de dar esse apelido. Gosto do Alysson mas acho que o apelido é apropriado, só falta ser verde, embora baixinho. hehe
Este ano também veio a idealização da Confraria das Cartas, que deverá sair no início do ano, com camiseta e tudo. Um grupo de amigos que já se reúne há uns meses para almoços comunitários e que agora estamos jogando pôquer e outros jogos de cartas entre nós, sem grana. Mas, que vamos organizar até uma taxinha pra fazer uma festa por ano com direito a convidados. O grupo já conta comigo, Didi, Iluska, Silvânio, Soraya-Queimada e Rudinho, com participações esporádicas de Leno, Léo e Custódio e com Edu querendo entrar pro grupo. Aliás amanhã a Confraria tem inauguração da casa nova da Soraya com moqueca de peixe no cardápio.
Então, aos que desejaram um Feliz 2006 pra mim, o feedback: Foi, sim! Obrigado.
Sexta-feira, Dezembro 29, 2006
Terça-feira, Dezembro 19, 2006
E as hidrovias, hein?
Bem, ainda sem muito tempo na rede, pelo menos vou atuzliando aqui.
No texto passado Marcos, meu irmão, tocou no assunto das hidrovias.
Bem, o Rio Madeira é também uma importante hidrovia brasileira. O porto graneleiro é o maior desse tipo em rios no Brasil.
No projeto das hidrelétricas também se fala na promessa do Lula para o Evo Morales na época da polêmica da minisséirie MadMaria, sobre o Brasil ter sacaneado a Bolívia comprando o Acre sem pagar.
Calotes à parte Lula prometeu melhorar a hidrovia do Madeira-Mamoré transformando-o num rio 100% navegável.
A idéia é simples: dinamitar a corredeira de Santo Antônio a Jirau.
A execução seria quando iniciarem os trabalhos de preparação do terreno das hidrelétricas. Nesse época haverão explosões em parte das pedras, que é forma mais rápida de limpar terreno.
Qual é meu questionamento? Bem, como já disse antes, são 75km de corredeira. Quanto de explosivo será usado pra isso? Não sou químico nem engenheiro, mas faço uma conta simples usando a técnica do silogismo: a área devastada em Hiroshima com a explosão da bomba-H teve um diâmetro de 6km, entre as ondas de calor e de choque. Isso porque o ponto zero foi há 100m do solo; 6 x 12,5 = 75; a área a ser dinamitada é de doze vezes e meia a área devastada em Hiroshima; dinamite é o nome popular do TNT = tetra-nitro-tolueno; o resíduo sólido da combustão é tolueno. Estão me acompanhando? E isso é só impacto físico-químico.
Não sou contra a tecnologia nem a geração de energia, até porque preciso das duas pra continuar sendo blogueiro. Meu desejo é que se invista em pesquisa, coisa que o Brasil prefere não fazer, prefere exportar mentes e importar produtos e serviços. Há tempo, já há tecnologias disponíveis que precisam de investimento, há mentes brilhantes, só falta investimento.
Ninguém consegue (nem quero) impedir o progresso, mas já que se fala tanto em desenvolvimento auto-sustentável na Amazônia, porque não o praticam? Desenvolvimento auto-sustentável não é derrubar floresta pra plantar capim africano, é?
No texto passado Marcos, meu irmão, tocou no assunto das hidrovias.
Bem, o Rio Madeira é também uma importante hidrovia brasileira. O porto graneleiro é o maior desse tipo em rios no Brasil.
No projeto das hidrelétricas também se fala na promessa do Lula para o Evo Morales na época da polêmica da minisséirie MadMaria, sobre o Brasil ter sacaneado a Bolívia comprando o Acre sem pagar.
Calotes à parte Lula prometeu melhorar a hidrovia do Madeira-Mamoré transformando-o num rio 100% navegável.
A idéia é simples: dinamitar a corredeira de Santo Antônio a Jirau.
A execução seria quando iniciarem os trabalhos de preparação do terreno das hidrelétricas. Nesse época haverão explosões em parte das pedras, que é forma mais rápida de limpar terreno.
Qual é meu questionamento? Bem, como já disse antes, são 75km de corredeira. Quanto de explosivo será usado pra isso? Não sou químico nem engenheiro, mas faço uma conta simples usando a técnica do silogismo: a área devastada em Hiroshima com a explosão da bomba-H teve um diâmetro de 6km, entre as ondas de calor e de choque. Isso porque o ponto zero foi há 100m do solo; 6 x 12,5 = 75; a área a ser dinamitada é de doze vezes e meia a área devastada em Hiroshima; dinamite é o nome popular do TNT = tetra-nitro-tolueno; o resíduo sólido da combustão é tolueno. Estão me acompanhando? E isso é só impacto físico-químico.
Não sou contra a tecnologia nem a geração de energia, até porque preciso das duas pra continuar sendo blogueiro. Meu desejo é que se invista em pesquisa, coisa que o Brasil prefere não fazer, prefere exportar mentes e importar produtos e serviços. Há tempo, já há tecnologias disponíveis que precisam de investimento, há mentes brilhantes, só falta investimento.
Ninguém consegue (nem quero) impedir o progresso, mas já que se fala tanto em desenvolvimento auto-sustentável na Amazônia, porque não o praticam? Desenvolvimento auto-sustentável não é derrubar floresta pra plantar capim africano, é?
Sábado, Dezembro 09, 2006
Rio Madeira levando pau!
Tem um rio que nasce não de nascente, mas do degelo dos Andes, no Chile, cresce descendo a cordilheira atravessando a Bolívia e já nos primeiros quilômetros tem força para arrancar árvores das margens e levar galhos soltos. Os índios bolivianos chamam-no Guaporé, que quer dizer madeira por causa das madeiras que descem por ele o ano todo. Quando entra no Brasil continua crescendo e arrastando madeira, e os índios daqui traduziram o nome e vira Mamoré. O homem "civilizado" traduziu o nome e o chamou de Madeira.
Esse rio é o maior afluente da margem sul do Rio Amazonas e é o quinto do mundo em extensão e em volume de água.
É quase todo navegável, excetuando-se apenas os 75km de cachoeiras entre Porto Velho e Jaci-Paraná, conhecido como corredeiras do Teotônio. Nessa região foi construída uma cadeia pra ser uma espécie de Alcatraz brasileira, mas que já foi desativada há mais de meio século.
O rio acopanha toda a extensão da estrada de ferro Madeira-Mamoré, por isso o nome da temida "ferrovia do diabo".
É também um importante ecossistema, sendo rio de piracema e nele sendo encotradas todas as espécies de animais aquáticos da amazônia, da piranha ao pirarucu (o bacalhau brasileiro), da pirarara (o tubarão de rio) ao candiru (um peixinho minúsculo, da família da piranha que entra pelos buracos da sua presa e a come por dentro. Pode pensar naquele buraquinho mesmo, é engraçado pra quem fala, mas há acidentes graves e até mortes assim aqui).
Aqui há o maior berçário de quelônios (filhotes de tartarugas de rio) na reserva de Costa Marques, perto do Forte Príncipe da Beira.
Este rio também é reduto do raro boto-rosa, que aliás é visto aqui em abundância. De fato, o boto-cinza é que raramente aparece por aqui.
Mesmo na época de seca dos rios, onde o desnível em relação às cheias chega a 15 metros, ainda é navegável. E em Porto Velho tem o maior porto graneleiro pluvial do mundo, carregando grãos do norte e centro-oeste para América do Norte e Ásia pela maior hidrovia da Amélica Latina e talvez a maior do mundo, já que desce pelo rio Amazonas até o Altlântico.
Bem, este rio está ameaçado pela construção das hidrelétricas de Santo Antônio e Girau, que deverão ser construídas nele a partir do ano que vem.
Energia elétrica é bom e necessário. Mas a usina de Samuel produz 40% de energia excedente, e ainda há a Termonorte, que funciona mas não porduz porque não tem quem consuma.
Assim, temos energia cara e suficiente para as próximas décadas, tempo suficiente para se investir em tecnologias menos agressivas de geração de energia.
Semana que vem começam eventos contrários às barragens. O pau tá só começando a quebrar.
Esse rio é o maior afluente da margem sul do Rio Amazonas e é o quinto do mundo em extensão e em volume de água.
É quase todo navegável, excetuando-se apenas os 75km de cachoeiras entre Porto Velho e Jaci-Paraná, conhecido como corredeiras do Teotônio. Nessa região foi construída uma cadeia pra ser uma espécie de Alcatraz brasileira, mas que já foi desativada há mais de meio século.
O rio acopanha toda a extensão da estrada de ferro Madeira-Mamoré, por isso o nome da temida "ferrovia do diabo".
É também um importante ecossistema, sendo rio de piracema e nele sendo encotradas todas as espécies de animais aquáticos da amazônia, da piranha ao pirarucu (o bacalhau brasileiro), da pirarara (o tubarão de rio) ao candiru (um peixinho minúsculo, da família da piranha que entra pelos buracos da sua presa e a come por dentro. Pode pensar naquele buraquinho mesmo, é engraçado pra quem fala, mas há acidentes graves e até mortes assim aqui).
Aqui há o maior berçário de quelônios (filhotes de tartarugas de rio) na reserva de Costa Marques, perto do Forte Príncipe da Beira.
Este rio também é reduto do raro boto-rosa, que aliás é visto aqui em abundância. De fato, o boto-cinza é que raramente aparece por aqui.
Mesmo na época de seca dos rios, onde o desnível em relação às cheias chega a 15 metros, ainda é navegável. E em Porto Velho tem o maior porto graneleiro pluvial do mundo, carregando grãos do norte e centro-oeste para América do Norte e Ásia pela maior hidrovia da Amélica Latina e talvez a maior do mundo, já que desce pelo rio Amazonas até o Altlântico.
Bem, este rio está ameaçado pela construção das hidrelétricas de Santo Antônio e Girau, que deverão ser construídas nele a partir do ano que vem.
Energia elétrica é bom e necessário. Mas a usina de Samuel produz 40% de energia excedente, e ainda há a Termonorte, que funciona mas não porduz porque não tem quem consuma.
Assim, temos energia cara e suficiente para as próximas décadas, tempo suficiente para se investir em tecnologias menos agressivas de geração de energia.
Semana que vem começam eventos contrários às barragens. O pau tá só começando a quebrar.
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