Em parte somos herança genética, em parte somos fruto da criação, em parte produto do meio, em parte simples milagre (se é que milagre algum é simples).
D. Luci, Lusia Luci Pontes Moura, tem um pouco de tudo.
Filha do meio de cinco irmãos, a mais morena da família de classe média alta e certa importância política na região. Recebeu logo o apelido de neguinha em família, o que, no Ceará é um apelido pejorativo.
Perdeu a mãe aos 11 anos e se tornou mãe dos irmãos.
Foi roubada pelo papai três vezes, porque o vovô cismava em anular o casamento.
Teve 11 filhos e afastou todos de si.
Somente depois de sentir a solidão disso e a perda do marido se deu conta de que nunca foi carinhosa porque nunca recebeu carinho na infância e não sabia como era essa frescura.
Os filhos a entendem bem, mas têm certa razão em se estressar. Mas, não a abandonaram de fato. Desde os preferidos aos que mais pagaram os patos pelo peido das baratas.
Hoje está com 71, quase 72 anos, deverá passar por mais uma cirurgia das mais de 10 que já passou ao longo da vida. E embora tenha energia pra chegar aos 100, parece estar jogando a toalha. Todo mundo cansa um dia, né?
Domingo, Abril 29, 2007
Terça-feira, Abril 24, 2007
Morando com o inimigo
Falando em estar engajado... hoje Porto Velho aderiu à campanha mundial da ONU para prevenção e tratamento das DANT (Doenças e Agravos Não Transmissíveis), responsáveis pela grande maioria de internações hospitalares, óbitos e morbidade.
Entre elas as principais são as mortes violentas, os agravos respiratórios, as doenças circulatórias e as neoplasias (cânceres de modo geral).
As mortes violentas resumem-se em três grandes grupos: suicídios, homicídios e acidentes.
Suicídios são um número cada vez maior. Parte porque em alguns lugares, em se tratando de processos, os suicídios não são apenas os intencionais, mas quando alguém causa sua prórpria morte intencionalmente ou não, e aí entram as overdoses.
Homicídios não são apenas os latrocínios e guerras, mas principalmente as mortes domésticas, frutos de crimes passionais, alcoolismo e agressão doméstica.
Os acidentes também ocorrem com óbitos em grande parte, sobre tudo na infância, domesticamente, além dos acidentes de trabalho e de trânsito.
Em todos os casos de morte violenta o uso de drogas tem um percentual de relacionamento muito alto.
Quando se fala em drogas não se fala apenas de maconha, cocaína, heroína ou crack, mas remédios e bebidas alcoólicas.
Isso mesmo, bebidas alcoólicas! Elas são, sim, drogas, causam dependência, alteram o metabolismo e causam danos irreversíveis ao sistema nervoso central, ao aparelho digestivo e circulatório. E são também associadas aos casos de DANT quando se fala em câncer, doenças respiratórias e vasculares.
Os três estágios de alcoolismo são a adaptação, a tolerância e o alcoolismo crônico.
Nos dois primeiros estágios a família e os amigos são os maiores incentivadores. Aprende-se a beber dentro de casa, ou pelo exemplo ou por oferta direta.
No período de adaptação é que o organismo aprende a gostar do álcool etílico e a não rejeitá-lo. Os filhos e herdeiros genéticos de alcoólicos têm até 6 vezes mais disposição para o consumo do álcool e de outras drogas. E claro que se criados em ambiente saudável não irão procurar este hábito expontaneamente, mas uma vez apresentados, o organismo se adapta mais facilmente.
No período de tolerância é que aparecem os heróis, aqueles que conseguem beber muito antes de aparecer a embriaguês, e isso varia de organismo para organismo.
A prática de atividades esportivas e danças são comumente vistas como alternativas às drogas. Mas, no caso do álcool isso vira até hipocrisia. Futebol é patrocinado por cerveja, fórmula um é celebrada com champagne (que é até 3 vezes mais alcoólica que a cerveja), esporte de final de semana é regado a chopp, dança se pratica em festa, e festa sem bebida é palha.
Muitos atletas profissinais se tornam alcoólicos crônicos quando se aposentam, sem falar dos que se aposentam precocemente justamente pelo uso da bebida.
Muito bem, querem beber, bebam, mas não se enganem, cedo ou tarde isso vai trazer problemas de saúde a você, a seus amigos e parentes.
Entre elas as principais são as mortes violentas, os agravos respiratórios, as doenças circulatórias e as neoplasias (cânceres de modo geral).
As mortes violentas resumem-se em três grandes grupos: suicídios, homicídios e acidentes.
Suicídios são um número cada vez maior. Parte porque em alguns lugares, em se tratando de processos, os suicídios não são apenas os intencionais, mas quando alguém causa sua prórpria morte intencionalmente ou não, e aí entram as overdoses.
Homicídios não são apenas os latrocínios e guerras, mas principalmente as mortes domésticas, frutos de crimes passionais, alcoolismo e agressão doméstica.
Os acidentes também ocorrem com óbitos em grande parte, sobre tudo na infância, domesticamente, além dos acidentes de trabalho e de trânsito.
Em todos os casos de morte violenta o uso de drogas tem um percentual de relacionamento muito alto.
Quando se fala em drogas não se fala apenas de maconha, cocaína, heroína ou crack, mas remédios e bebidas alcoólicas.
Isso mesmo, bebidas alcoólicas! Elas são, sim, drogas, causam dependência, alteram o metabolismo e causam danos irreversíveis ao sistema nervoso central, ao aparelho digestivo e circulatório. E são também associadas aos casos de DANT quando se fala em câncer, doenças respiratórias e vasculares.
Os três estágios de alcoolismo são a adaptação, a tolerância e o alcoolismo crônico.
Nos dois primeiros estágios a família e os amigos são os maiores incentivadores. Aprende-se a beber dentro de casa, ou pelo exemplo ou por oferta direta.
No período de adaptação é que o organismo aprende a gostar do álcool etílico e a não rejeitá-lo. Os filhos e herdeiros genéticos de alcoólicos têm até 6 vezes mais disposição para o consumo do álcool e de outras drogas. E claro que se criados em ambiente saudável não irão procurar este hábito expontaneamente, mas uma vez apresentados, o organismo se adapta mais facilmente.
No período de tolerância é que aparecem os heróis, aqueles que conseguem beber muito antes de aparecer a embriaguês, e isso varia de organismo para organismo.
A prática de atividades esportivas e danças são comumente vistas como alternativas às drogas. Mas, no caso do álcool isso vira até hipocrisia. Futebol é patrocinado por cerveja, fórmula um é celebrada com champagne (que é até 3 vezes mais alcoólica que a cerveja), esporte de final de semana é regado a chopp, dança se pratica em festa, e festa sem bebida é palha.
Muitos atletas profissinais se tornam alcoólicos crônicos quando se aposentam, sem falar dos que se aposentam precocemente justamente pelo uso da bebida.
Muito bem, querem beber, bebam, mas não se enganem, cedo ou tarde isso vai trazer problemas de saúde a você, a seus amigos e parentes.
Terça-feira, Abril 17, 2007
Dieta da Universidade
Funciona que é uma beleza!
Na primeira vez comi um cachorro-quente e tive um final-de-semana de rei. Foram embora literalmente para o esgoto 1,5kg de mim.
Na segunda comi outro cachorro-quente e recebi uma intoxicação alimentar que me evaporou em quase 4kg em 4 dias.
Os efeitos colaterais são insignificantes 39,5ºC de febre que não cede nem com dipirona, nem com banho gelado, nem com compressas de água+álcool e sem forças sequer pra vomitar.
A vantagem é que 3 dias depois e não se sente falta de bife, picanha e outras coisas assim, plenamente dispensáveis!
Na primeira vez comi um cachorro-quente e tive um final-de-semana de rei. Foram embora literalmente para o esgoto 1,5kg de mim.
Na segunda comi outro cachorro-quente e recebi uma intoxicação alimentar que me evaporou em quase 4kg em 4 dias.
Os efeitos colaterais são insignificantes 39,5ºC de febre que não cede nem com dipirona, nem com banho gelado, nem com compressas de água+álcool e sem forças sequer pra vomitar.
A vantagem é que 3 dias depois e não se sente falta de bife, picanha e outras coisas assim, plenamente dispensáveis!
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