Domingo, Setembro 23, 2007

Normando por Normando

Meu aniversário é só na sexta-feira, dia 28, mas acho que não atualizarei o blog até lá. Assim... obedecendo à ordem de falar dos 11 filhos de Chico e Luci Moura nas datas de aniversário, lá vou eu falar de mim.

Normando, um dos quatro que nasceram em Guajará-Mirim, Rondônia, e um dos quatro terríveis na teoria da Inês, não gosta de extremos, mas é exagerado em muitas coisas.
Gosta de ampliar as virtudes das pessoas e fazer elogios rasgados, beirando o exagero.
Tem um senso de justiça muito apurado e reconhece quando percebe que pisou na bola.
Conhece bem a técnica da mentira e as manhas para ser um cara-de-pau autêntico, do tipo que ainda consegue fazer os outros sentirem pena; já conseguiu até fazer um assaltante deixar a carteira com dinheiro dentro e levar somente um par de óculos comprado em camelô e um relógio arranhado e defeituoso.
Entre seus paradoxos é romântico e cético, gosta de usar sucos de frutas em receitas salgadas, se orgulha em fazer o melhor pudim do mundo mas não come nem com bajulação de namorada, é sensível e chorão mas não entra em pânico em momentos de emergência, gosta de novelas da Globo mas evita programas humorísticos pela baixaria deles, ama fórmula um mas num acha Ayrton Senna mais formidável que uns dez outros nomes da história da competição (incluindo Fittipaldi, Lauda e Piquet) e sabe se fazer de vítima sem querer que sintam pena dele.
Gosta de ser suis gêneris e às vezes força situações pra que seja assim.
Seu lado autista foi identificado pela Inês há muitos anos e gosta de fazer viagens mentais pelo mundo do faz de conta, e quando volta de lá tem sempre uma estória sobre qualquer que seja o assunto em pauta.

Normando engana bem, mas se faz tão adorável que sempre conquista uma platéia aonde vai.

Segunda-feira, Setembro 17, 2007

Tudo tem sua utilidade

Segundo Luís Fernando Veríssimo até palavrões têm sua utilidade.
A morte de parentes e amigos servem para nos fazer pensar na nossa própria vida.
Um término de namoro ou casamento nos torna mais exigentes e atentos à fragilidade dos relacionamentos.
Tantas coisas que nos chateiam, nos deixam temerosos, aborrecidos, irados ou simplesmente envergonhados têm tanta utilidade que quando percebemos a utilidade delas chegamos a pensar que os momentos bons só servem para alegrar um momento, mas que não nos trazem maiores proveitos.
Bibi Ferreira, vendo suas fotos antigas no Programa do Jô observou como ela era bonita quando jovem o que provocou um certo riso da audiência, ao que ela respondeu "É... a minha velhice é permanente, mas a juventude de vocês é passageira!"
Claro que é uma bela e genial resposta, mas a beleza e o vigor da juventude têm seu valor mais que momentâneo.
Parece confuso, né? Eu começo falando de coisas "ruins" que têm seu lado útil e agora venho defender coisas fugazes como a beleza juvenil. Bem, se isso não tivesse sua utilidade não teríamos certa vaidade em querer parecer jovens se não no corpo, pelo menos na alma. Pessoas que não gostaram de si na juventude normalmente enveredaram para práticas suicidas como drogas ou bala na cabeça.
Eu quero na minha vida a utilidade das coisas belas e agradáveis em larga escala na minha vida porque os momentos ruins vêm mesmo que eu tente me esquivar deles, por mais que eu planeje minhas atitudes.
Gosto de receber massagens no ego e até de ser egoísta de vez em quando, gosto de querer as coisas ao meu modo, gosto de ser flamenguista, de gostar de blues, de odiar rodeio, de esnobar música sertaneja e de ser extramente exigente com minha bagunça particular. Isso tudo me faz sentir vivo e único.

Bem, essa deve ser a mania deste louco aqui.

Quinta-feira, Setembro 13, 2007

Hilber

Eu ia postar sobre como foi o encontro em Guajará-Mirim, mas fiquei atolado em compromissos desde que retornei e amanhã é aniversário do Hilber. Então, estabelecendo prioridades, vou hoje falar de mais esse mano.

Hilber, nome incomum, e como vocês perceberam, não é nome composto como dos dois de quem falei anteriormente.
Imediatamente mais velho que o Rui, Hilber é o mais branquela da família. hehe. Também é o mais safo quando o assunto é trabalho. Sem conseguir terminar o curso de técnico em edificações pela escola técninca federal, se virou de várias formas pra garantir o sustento seu e da família.
De gênio forte (e quem acha que o Marcos ou eu somos difíceis, ainda não viu nada), foi o que teve a briga mais forte com a mamãe ao sair de casa. O que lhe rendeu um certo ostracismo por parte dela e o boicote no seu casamento.
Magali, sua esposa forma com ele o par perfeito num casamento de duas décadas e dois filhos incríveis, Glenda inclusive tá na lista ao lado, com o blog (auto)psicografia.
Hilber é o maior desportista da família e até hoje consegue manter ou recuperar o bom físico com uma semana de treino. É também violonista e contador de piadas e estórias. Uma figura!
Trabalhando como representante comercial encontrou uma função rentável para sua cara-de-pau e é capaz de vender o Cristo Redentor para o prefeito do Rio.
Sua principal mania é a de perfeição. Não sabe ver uma tomada com mau contato, ou uma porta rangendo que vai lá e conserta; e quer vê-lo ficar bravo? É só tirar um fio da tomada puxando pelo fio e não pelo plug.
Um herói como Marcos, Júnior, Beto e Zé, que saíram de casa com brigas com a mãe e conseguiu não só sobreviver como manter a admiração dos amigos pela família, inclusive pela mamãe. Não transformaram em rancor as brigas domésticas e estão sempre dispostos a ajudar ainda que irreconhecidamente, mas, como disse um pensador "o autruismo só tem valor quando não é reconhecido".
O maninho é classificado como um dos quatro terríveis, segundo a teoria da Inês, que estará aqui no blog no final de outubro. E faz parte com ela e o Marcos do grupo que separam os mais velhos dos mais novos com divisões claras de tarefas e responsabilidades desde pequenos, afinal nunca tiveram que ser "o mais velho a cuidar dos mais novos" nem foram tratados como caçulas.

Feliz aniversário meu irmão querido e admirado!