Sábado, Outubro 27, 2007

Inês Mara

Não foi proposital, mas estou dois dias atrasado. O aniversário dela foi dia 25. Mas, como o ano apenas começou, lá vai:
Única filha no meio de dez marmanjos, bem no meio mesmo, são cinco mais novos e cinco mais velhos que ela. E até aqui caiu no meio, eu já falei de cinco Marcos, Rui, Hilber, Eu e Zé. Os próximos virão no ano que vem.
Inês foi de certa forma rejeitada pela mãe desde o nascimento. Não estou bem certo mas, me parece que o menor tempo entre gestações foi justamente entre o nascimento dela e a gravidez do Hilber.
Mamãe que escolheu cuidadosamente seu nome, e uma vez eu perguntei se ela sabia o significado do nome, ao que ela respondeu sim. Inês significa pura e Mara, amarga. Então, pura amargura é minha irmã. Eu vi mamãe dar bonecas que ela ganhava para minhas primas ou mesmo outras crianças e sei que Inês só teve acesso a produtos de beleza depois que começou a trabalhar.
Freud explica: em grupos de animais, quando a fêmea é afastada da mãe muito cedo, as fêmeas tendem a rejeitar os filhotes, epecialmente as filhas. Esta foi a explicação que o Zé, formado em psicologia, me apresentou para este comportamento inconsciente da mamãe. Para quem não leu, D. Luci perdeu a mãe aos 11 anos.
Inês também tem dois nomes, como o Marcos. Nós a chamamos Inês e os amigos Mara.
É uma escritora das melhores e seus textos em forma de carta são maravilhosos. Uma Nara Leão das letras, e essa comparação não é por causa do especial sobre a cantora que passou ontem, eu já achava isso, mas o programa vai ajudá-los a entender esse conceito abstrato.
Hoje é mãe de dois filhos, Sérgio Eduardo e Samuel e casada com Sérgio. Tem demonstrado ser uma ótima mãe e uma filha maravilhosa para o papai no final de sua vida e à mamãe desde a viuvez. Na verdade os que como eu, fãs de carteirinha desde a infância, sabem que sempre foi uma ótima filha. Até quando chorava de raiva deles nas birras juvenis ela o fazia com certo sentimento de culpa por ter se magoado com eles, de tanto que os respeita.
Infelizmente pra mim ela não visita este blog, ou o faz em silêncio. Mas, o texto não é para ela, mas pra vocês meus amigos leitores.

De qualquer forma, Inês foi meu primeiro amor. (E pra sorte dela esse amor nunca virou paixão!)

Segunda-feira, Outubro 22, 2007

Luiz José

Zé, para todos!
O segundo mais velho dos onze filhos aniversaria hoje, e quase que não consigo escrever o texto. Mas, lá vai.
Deixou de assinar o José e o Moura do seu nome, e é conhecido e registrado em cartório como Luiz Pontes.
Gênio, sonhador, carateca, psicólogo e anárquico.
Disse hoje que descobriu que tem um problema mental: sua idade mental é de 17 anos! Mas, não se preocupem, ele não tem síndrome de peter pan (eu tenho! hehehe)
Não por ser libriano como eu, mas é com quem mais me pareço no modo de ver as coisas.
Não por ser ele o segundo mais velho e eu o segundo mais novo, temos nós dois fama de ciumentos e invejosos, divulgada pela mãe. E palavra de mãe ninguém discute. (fazê-ô-quê?!)
Zé as vezes tem uma visão tão própria do mundo que parece alienado, mas seu raciocínio tem sua lógica. Ele não mente, dentro do seu modo de ver as coisas.
Briga e discute pelo que acredita, mas sabe ceder para as coisas que quer e não consegue. Seus traumas de infância e adolescência impedem-no de lutar com garra pelos seus projetos, ou quando o faz não consegue envolver aliados facilmente.
Mesmo assim conseguiu algo que é cada vez mais raro: tem um casamento estável e uma família unida. Um casal de filhos lindos (sonho da maioria dos casais), honestos e bem quistos por onde andam, uma neta que passa horas na casa dele e o deixa ser vovô babão.

Um pessoa suis gêneris e que vale a pena conhecer, nem que seja pra discordar dele.