Novamente vale a máxima de que papel aceita qualquer coisa.
Coprrijamente, pelo amor de deus, se eu tiver errado...
Mas, é engano meu pensar que de todos os casos confirmados de febre amarela e de mortes por dengue nenhum aconteceu em localidades governadas pelo PT?
Aqui em Rondônia houve, no ano passado, uma morte por Febre Amarela Urbana (que o governo diz estar erradica há mais de 20 anos). O caso ganhou notoriedade porque a moça fora mandada pra casa com diagnóstico de dengue, mas voltou ao hospital com hemorragia generalizada e veio a óbito no hospital, e nesse caso a autópsia é obrigatória. sorologia descartou dengue e então foi enviado material para Belém para dois exames, em ambos foi confirmada FA. Ah, a febre amarela silvestre é o mesmo vírus da urbana, a diferença é o mosquito transmissor (ou vetor com se diz é saudeêz) na urbana os mosquitos são aedes aegypt ou aedes albopictus - que também transmitem a dengue -, na silvestre é o flebótomo, que faz a ponte entre o macaco e o humano.
Como os vírus também são da mesma família (dengue, FA e ebola) os sinomas são os mesmos e os óbitos também, com a diferença que na FA, se não houver tratamento, a morte é inevitável, pois o organismo não responde sozinho.
Então, o que acontece? O paciente chega no consultório com os sintomas e, quando não é diagnosticado virose, é diagnosticado dengue. Mas, como os dados são muito fáceis de ser adulterados (porque não há segurança de informação na FNS) os diagnósticos são mudados pra leptospirose ou outra doença menos conhecida.
Este ano começou a dizer por aqui que não houve morte por FA no estado desde 2002 e há 30 anos nenhum caso urbano.
O interessante é que o Projeto Genoma mapeou o vírus da febre amarela e de várias outras doenças tropicais e as informações são compartilhadas gratuitamente via OMS com todos os laboratórios genéticos no mundo todo. O exame de DNA para diagnosticar é preciso e não pode ser manipulado, mas quem quer tanta segurança nos dados? Vamos pagar caro pra fazer exames sorológicos e deixar a responsabilidade pra quem bota o olho no microscópio e diz "é, esse negócio parece ser mesmo o vírus!", assim, ele pode ser questionado e dizerem: "meu rapaz, mude o seu parecer, não queremos que notem que nossa saúde vai mal e parem de investir! E se você não mudar, nós mesmos mudamos, tá?"
Manipulação de boletins de saúde não são novidade, bem como não é novidade que desde que a varíola foi declarada erradicada do planeta, parou com essa história de querer erradicar qualquer outra doença e apenas manter em "índices aceitáveis" para que os laboratórios possam continuar produzindo os remédios e, claro, vendendo-os. Só o Programa Nacional do Controle (e não combate à) da Dengue movimenta centenas de milhões de dólares no Brasil.
Assim, quem vai ser o felizardo na proporção de 100:280.000.000? Quer?
Segunda-feira, Março 31, 2008
Segunda-feira, Março 24, 2008
Proficionais do Séquiçu
Uma vez assisti num programa de besteirol um vídeo com uma prostituta bêbada brigando com um policial na delegacia em que ela virava pra câmera e dizia "eu sô é profissional do sé-qui-çu!", bem pausado assim.
Bem, uma das leis pseudo-populistas da Senadora Marta Suplicy quer reconhecer como atividade profissional a prostituição. A lei, inclusive, dá o "direito" da pessoa que se cadastrar como tal no INSS, autônomo ou assalariado, recolher a bendita contribuição e, por conseguinte, receber aposentadoria, ter direito a afastamento remunarado, etc.
Bem, se a profissão que dizem ser a mais antiga do mundo (ainda acho que é economista, afinal foram eles que criaram o caos, né não?), for reconhecida, além dos impostos que cobrarão pelo serviço, haverão outros problemas que eu como profissional de saúde fico calculando.
As doenças relacionadas a sexo passarão a fazer parte das doenças trabalhistas, caso o paciente seja o profissional (se for o cliente, então, vira dolo, vício ou defeito de acordo com o código de defesa do consumidor, conforme o caso).
Ah, doenças relacionadas a sexo não são apenas as famosas DST e AIDS!
Não, Bial?
Poizé!
São todas as que podem ser contraídas ou desenvolvidas com a prática de atividade sexual e daí entram, sim, as Doenças Sexualmente Transmissíveis, a AIDS, as hepatites B e C, a febre tifóide (sem trocadilhos!) e dezenas de traumas musculares, ósseos e em tecidos e até endócrinos.
Parece engraçado, mas não é.
Mas, como a gozação vai perdurar seja pelo preconceito herdado desde o tempo dos hebreus, seja porque sexo é um dos temas favoritos das anedotas, imaginem que um desses profissionais do sexo desenvolva uma deformidade permanente na uretra, no reto ou no ânos (ah! não são a mesma coisa, tá?) ele pode querer classificar isso como L.E.R. e processar o patrão.
Sem contar que os referidos pro's vão exigir ações específicas e aumentar mais ainda a carga de trabalho do já ineficiente serviço público de saúde.
A lei não vai trazer mais impostos, já que muitos vão preferir ficar na informalidade, mas vai aumentar o custo dos serviços que já são prestados, mas terão que ser classificados de forma diferente, com criação de sistemas, programas, formulários e profissionais de saúde especializados para atender isso.
Sem contar que muita gente vai querer montar sindicatos para a categoria já que muitos políticos e empresários utilizam costumeiramente desses serviços. Sindicato com força pra fazer frente mesmo ao dos metalúrgicos.
Os problemas político, social, ético e religioso disso ainda podem causar menos barulho que o administrativo.
Vem, cá: quem foi que botou na cabeça da Marta que o negócio é relaxar e gozar?
Bem, uma das leis pseudo-populistas da Senadora Marta Suplicy quer reconhecer como atividade profissional a prostituição. A lei, inclusive, dá o "direito" da pessoa que se cadastrar como tal no INSS, autônomo ou assalariado, recolher a bendita contribuição e, por conseguinte, receber aposentadoria, ter direito a afastamento remunarado, etc.
Bem, se a profissão que dizem ser a mais antiga do mundo (ainda acho que é economista, afinal foram eles que criaram o caos, né não?), for reconhecida, além dos impostos que cobrarão pelo serviço, haverão outros problemas que eu como profissional de saúde fico calculando.
As doenças relacionadas a sexo passarão a fazer parte das doenças trabalhistas, caso o paciente seja o profissional (se for o cliente, então, vira dolo, vício ou defeito de acordo com o código de defesa do consumidor, conforme o caso).
Ah, doenças relacionadas a sexo não são apenas as famosas DST e AIDS!
Não, Bial?
Poizé!
São todas as que podem ser contraídas ou desenvolvidas com a prática de atividade sexual e daí entram, sim, as Doenças Sexualmente Transmissíveis, a AIDS, as hepatites B e C, a febre tifóide (sem trocadilhos!) e dezenas de traumas musculares, ósseos e em tecidos e até endócrinos.
Parece engraçado, mas não é.
Mas, como a gozação vai perdurar seja pelo preconceito herdado desde o tempo dos hebreus, seja porque sexo é um dos temas favoritos das anedotas, imaginem que um desses profissionais do sexo desenvolva uma deformidade permanente na uretra, no reto ou no ânos (ah! não são a mesma coisa, tá?) ele pode querer classificar isso como L.E.R. e processar o patrão.
Sem contar que os referidos pro's vão exigir ações específicas e aumentar mais ainda a carga de trabalho do já ineficiente serviço público de saúde.
A lei não vai trazer mais impostos, já que muitos vão preferir ficar na informalidade, mas vai aumentar o custo dos serviços que já são prestados, mas terão que ser classificados de forma diferente, com criação de sistemas, programas, formulários e profissionais de saúde especializados para atender isso.
Sem contar que muita gente vai querer montar sindicatos para a categoria já que muitos políticos e empresários utilizam costumeiramente desses serviços. Sindicato com força pra fazer frente mesmo ao dos metalúrgicos.
Os problemas político, social, ético e religioso disso ainda podem causar menos barulho que o administrativo.
Vem, cá: quem foi que botou na cabeça da Marta que o negócio é relaxar e gozar?
Segunda-feira, Março 10, 2008
Ai ai ai, FIFA!
A FIFA comunicou hoje que não aceitará nem mesmo testará a bola com chip em partidas oficiais porque irá manter a política de "não se utilizar de avanços tecnológicos".
Bem, a bola com chip, para quem não sabe, é uma bola inventada por um fabrticante (e os outros logo farão sistemas similares), com um chip preso ao centro da bola que transmite sua localização exata a partir de sensores colocados no estádio que permite dizer exatamente se a bola saiu ou não do campo e, principalmente, se entrou ou não no gol. O sistema transmite a informação automaticamente para um mostrador semelhante a um relógio de pulso na mão do árbitro.
Diferente do tira-teima da globo ou de programas similares usadas por emissoras internacionais, inclusive a ESPN (maior rede jornalística no ramo do esporte no mundo), não divulga a informação ao telespectador nem ao público nos estádios e o árbitro é quem decide se valida ou não o lance. Mas, poderia facilmente, é só as emissoras terem também um receptor.
Bem, esporte é esporte e o bicho-homem não deve mesmo ser substituído pelo bicho-máquina, até a fórmula 1, que é quem mais investe em tecnologia agora voltou atrás e tirou dispositivos eletrônicos que tornavam a corrida mais segura para o piloto (e pra quem tivesse em volta da pista) para deixar as corridas mais empolgantes.
Mas, vamos falar em tradição? Tênis, um esporte mais antigo que o futebol, permite hoje ao jogador desafiar a arbitragem dizendo apenas "challenge" para o árbitro de cadeira, então, entra no ar um sistema mais moderno e preciso que o tira-teima que mostra precisamente a trajetória da bola para todos presentes e o árbitro é obrigado a aceitar isso. Já era permitido, desde sempre, desafiar o árbitro, que tinha que descer da cadeira e ir lá achar a marca da bola no chão, mas, como existem quadras duras que não deixam marca mesmo que a bola esteja molhada, desenvolveram este artifício sob encomenda da ATP. Cada jogador pode desafiar a arbitragem 2 vezes em cada set da partida.
Este recurso o tênis copiou da NFL, a liga de futebol americano, outro esporte mais antigo que o futebol que se joga no Brasil. Na NFL, no entanto, não é tira-teima eletrônico, quando desafiado, (e neste caso o técnico não fala, mas joga um lenço vermelho no campo, o árbitro vai até ele e ele diz extamente o qwue está desafiando) o árbitro vai para uma banca parecida com aquelas dos fotógrafos lambe-lambe onde há um visor e comandos que permitem ver e rever o lance por todas as câmeras dos estádio com recursos de zoom e tudo o mais. Lá cada equipe pode desafiar 3 vezes por metade do jogo, abrindo mão de um pedido de tempo a cada desafio.
A ginástica olímpica usa isso também, e também o hipismo, e também as corridas, etc, etc, etc.
Bom, mas recursos tecnológicos não são apenas isso. O Futebol usa muito isso na construção das bolas, chuteiras, protetores, luvas, treinamento e até nos gramados (há grama transgênica, sabiam?). Os árbitros europeus usam comunicação por rádio (ponto eletrônico) iguais aos da CIA e no Brasil usam um sistema (também de rádio) que liga as bandeirinhas dos assistentes a um vibrador colocado no bolso do árbitro pra ele saber que o assistente marcou algo quando o principal tá de costas ou longe do lance. Assim, quando o árbitro sente que "hmmm vibrô!" ele vai até o assistente de pergunta "qual é? qual foi?"
Não usar recursos tecnológicos nas partidas? Conta essa história direito, minino!
PS: FIFA é Federação Internacional de Futebol Associados, ATP é Associação de Tênis Profissional (ambas as siglas em francês) e NFL é Liga Nacional de Football (em inglês).
Bem, a bola com chip, para quem não sabe, é uma bola inventada por um fabrticante (e os outros logo farão sistemas similares), com um chip preso ao centro da bola que transmite sua localização exata a partir de sensores colocados no estádio que permite dizer exatamente se a bola saiu ou não do campo e, principalmente, se entrou ou não no gol. O sistema transmite a informação automaticamente para um mostrador semelhante a um relógio de pulso na mão do árbitro.
Diferente do tira-teima da globo ou de programas similares usadas por emissoras internacionais, inclusive a ESPN (maior rede jornalística no ramo do esporte no mundo), não divulga a informação ao telespectador nem ao público nos estádios e o árbitro é quem decide se valida ou não o lance. Mas, poderia facilmente, é só as emissoras terem também um receptor.
Bem, esporte é esporte e o bicho-homem não deve mesmo ser substituído pelo bicho-máquina, até a fórmula 1, que é quem mais investe em tecnologia agora voltou atrás e tirou dispositivos eletrônicos que tornavam a corrida mais segura para o piloto (e pra quem tivesse em volta da pista) para deixar as corridas mais empolgantes.
Mas, vamos falar em tradição? Tênis, um esporte mais antigo que o futebol, permite hoje ao jogador desafiar a arbitragem dizendo apenas "challenge" para o árbitro de cadeira, então, entra no ar um sistema mais moderno e preciso que o tira-teima que mostra precisamente a trajetória da bola para todos presentes e o árbitro é obrigado a aceitar isso. Já era permitido, desde sempre, desafiar o árbitro, que tinha que descer da cadeira e ir lá achar a marca da bola no chão, mas, como existem quadras duras que não deixam marca mesmo que a bola esteja molhada, desenvolveram este artifício sob encomenda da ATP. Cada jogador pode desafiar a arbitragem 2 vezes em cada set da partida.
Este recurso o tênis copiou da NFL, a liga de futebol americano, outro esporte mais antigo que o futebol que se joga no Brasil. Na NFL, no entanto, não é tira-teima eletrônico, quando desafiado, (e neste caso o técnico não fala, mas joga um lenço vermelho no campo, o árbitro vai até ele e ele diz extamente o qwue está desafiando) o árbitro vai para uma banca parecida com aquelas dos fotógrafos lambe-lambe onde há um visor e comandos que permitem ver e rever o lance por todas as câmeras dos estádio com recursos de zoom e tudo o mais. Lá cada equipe pode desafiar 3 vezes por metade do jogo, abrindo mão de um pedido de tempo a cada desafio.
A ginástica olímpica usa isso também, e também o hipismo, e também as corridas, etc, etc, etc.
Bom, mas recursos tecnológicos não são apenas isso. O Futebol usa muito isso na construção das bolas, chuteiras, protetores, luvas, treinamento e até nos gramados (há grama transgênica, sabiam?). Os árbitros europeus usam comunicação por rádio (ponto eletrônico) iguais aos da CIA e no Brasil usam um sistema (também de rádio) que liga as bandeirinhas dos assistentes a um vibrador colocado no bolso do árbitro pra ele saber que o assistente marcou algo quando o principal tá de costas ou longe do lance. Assim, quando o árbitro sente que "hmmm vibrô!" ele vai até o assistente de pergunta "qual é? qual foi?"
Não usar recursos tecnológicos nas partidas? Conta essa história direito, minino!
PS: FIFA é Federação Internacional de Futebol Associados, ATP é Associação de Tênis Profissional (ambas as siglas em francês) e NFL é Liga Nacional de Football (em inglês).
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