Terça-feira, Agosto 05, 2008

Viva os burros! Abaixo os inteligentes!

Vamos falar de amenidades...
Já faz um tempão, na verdade anos, que penso na estória de Ícaro.
O cara levou a fama e pouca gente lembra de Dédalo.
Os caras foram presos por um motivo banal numa ilha-labirinto com um ser híbrido que foi forçado pelas circuntâncias a se tornar um monstro por causa da tara abominável de um rei maluco.
Ficaram lá fugindo e colecinaondo penas de aves e mel silvestre.
Fugiram da ilha e Ícaro quis pegar o sol! óóóóóóóóó!!! Que lindo!
Mas, foi Dédalo quem teve a idéia, quem projetou as asas e planejou a rota de fuga. Percebeu até detalhes de que voar razante gasta-se menos energias. Os pilotos de caça sabem disso muito bem: vôo oceânico fica mais fácil, sem turbulências, rente ao mar, não em grandes altitudes - há relatos periciais que mostram menos fraturas em quedas no solo do que no mar.
Dédalo seguiu o plano e escapou com vida e virou um fugitivo e não se fala mais nele.
Ícaro foi tapado, dããã, quis pegar o Sol. A cera derreteu e ele se esborrachou no mar. Sim, porque cair na água pode ser mais doloroso que cair no solo, dependendo da altura.
Daí você vê revista de bordo com o nome do Ícaro (mal preságio, VARIG!).
Vê símbolos, músicas, poemas, livros, filmes, tudo com o nome do usuário otário que acha que a máquina tem a obrigação de pensar e fazer o que ele quer, não o que ela foi construída pra fazer.
O pobre que teve a idéia pra salvar a vida do filho, que pensou e executou com perfeição ficou como símbolo de materialismo, visto como uma pessoa medíocre, que não sonha, que não quer crescer.
Eu acho que pra crescer é preciso estar vivo, né não?

Ai, ai! Prefiro ser um Dédalo vivo e anônimo do que um Ícaro-ícone que morreu de burrice.

Sexta-feira, Agosto 01, 2008

A novidade tá chegando lá do litoral

Finalmente estou em Mossoró. Como é normal os planos nunca se executam como no papel. Mas, tudo bem. Mesmo.
A idéia original era de eu morar sozinho. Ainda bem que era idéia da mamãe, não minha. Mas, o apartamento não foi desocupado e parece que ainda ficará ocupado por todo agosto, o que possivelmente resultará na minha permanência constante.
Mamãe é mesmo de díficl convivência. Bota defeito em quase tudo, não acha que qualquer amigo de um dos filhos seja gente boa, a menos que tenha sido apresentado por ela, e deixa de prestar se ficar mais amigo do filho do que dela.
Quando tá normal e bem briga à toa, reclama de tudo e de nada e sempre tem uma observação crítica sobre tudo o que acontece.
Mas, é minha mãe. E ai de quem falar mal dela!
Ela é extremamente cuidadosa e organizada, exigente e detalhista, entende de tudo um pouco - e como todo mundo que é assim, às vezes entende errado. Mas ela já viveu muito e seu ceticismo aos relacionamentos humanos tem razão de ser.
Mas, diferente dos filhos ela não expressa o ceticismo com sarcasmo, mas com rabujice. E daí? Todo mundo tem o direito de ser rabujento, né não? (rabujento tá escrito certo? achei esquisito)Tem um bom vocabulário e, ainda bem, gosta muito de novela.
Pelo menos não estou na amazônia, porque aqui a população tem mais consciência ambiental que lá. Não falo mal da região onde passei metade da minha vida.
Lá fiz grandes amizades e vivi meus maiores amores, lá nasci e por lá nasceram meus filhos, lá comecei a trabalhar e lá descobri o amor pelas letras, pela culinária e por fotografias. Amazônia é importante e fundamental pra eu ser quem eu sou. Mas, o povo ainda tem que aprender muito sobre qualidade, ética e política. Por lá, quem tem um olho é um idiota porque não bota preço na sua alma.
Aqui também tem defeitos e cá como lá é um ótimo lugar para quem quer continuar respirando.
Noutro dia faço um paralelo mais aprofundado.

Loba e Ordisi, não consegui mesmo entrar no site de vocês, permitam que acesse quem não está na lista, tornem públicos! Vou adicionar mais gente e tentar visitar a todos.

Aguarde, que logo estarei falando cantando, visse?