Todo mundo muda o tempo todo, mesmo quando decide ser o mesmo.
Parece filosofia de almanaque, né? (alguém aí ainda lembra o que é - ou foi - almanaque?) Pois é, as mudanças ocorrem o tempo todo.
2009 será ano de mudança nas regras gramaticais e ortográficas (como se fosse possível manter rédeas - ops! agora é "redeas" sem acento - curtas na linguagem!). Mas, os concursos públicos, que movimentam milhões para o governo nas três esferas e para as milhares de empresas-parasitas que se encarregam das provas, da fiscalização, das inscrições, das apostilas e até da venda de resultados, isso tudo vai se encarregar de fixar mais rapidamente as novas regras. Claro, porque as escolas não estão mesmo interessadas em ensinar, mas em diplomar pessoas, e isso já vem acontecendo há uma década.
Haverão mudanças na Fórmula 1 e nas regras de telefonia e televisão, que poderão se unir finalmente, o que trará a reboque a internet (ou será que a grande rede é que vai rebocar a tv e o telefone?).
A nova novela das 9 irá ensinar a dança do ventre às crianças, que substituirão as saínhas curtinhas do forró e os shortinhos do axé por tule, seda indiana e uma dança muito mais sensual que forró e axé juntos. E isso vai aumentar a briga pedofilia x polícia e a política, depois de fazer muito barulho com isso vai forçar o supremo a pegar-leve com os pedófilos quando se perceber que, no Brasil, as grandes redes têm como clientes não os velhinhos aposentados ou os tarados solitários da internet, mas gente muito graúda e que também usa internet.
E eu? Bem... ainda é cedo pra informar, mas estou preparando severas mudanças na minha vida, como dizem os americanos "no matter what it takes".
Sexta-feira, Janeiro 09, 2009
Quinta-feira, Janeiro 01, 2009
Cristian-oquê?
Comecei a ler um livro que tenta explicar porquê esse cristianismo que se vê venceu contra os outros cristianismos existentes.
?!
Pois é, o autor, que é doutor em Oxford, tenta mostrar que existiam outros cristianismos e se propõe a fazer uma análise dos livros que não foram incluídos no novo testamento.
Engraçado é que parece que ele não leu os que estão lá, nem mesmo os comparou com os do velho testamento, muito menos com os originais.
Ele próprio faz uma relação dos livros excluídos com suas datas, agora me diga, como Pedro poderia ter escrito um evangelho no segundo século? Ele já tava morto! Só pra citar um exemplo.
Ele se questiona porque foram excluídos os outros livros, e pondera que fora uma simples disputa de poder. Mas, nem sequer analisou a história e os documentos dos diversos concílios que formaram o cânon do novo testamento. Nem ao menos cita quais foram os parâmetros utilizados pra isso ou quanto tempo discutiram e quantas pessoas se dedicaram por quanto tempo a estudar um a um dos livros compilados, comparando-os a outros documentos da época e, principalmente, ao antigo testamento, que é a "bíblia" dos judeus, ou mesmo o simples pentateuco.
Como poderiam haver outros cristianismos? O autor nem sequer estuda o significado da palavra cristão. Ele mostra que "heresia" significa "escolha", mas num diz que "cristão" significa "imitador de cristo". O próprio Cristo diz que é o Messias esperado pelos judeus e que é o próprio Deus, e nenhum dos livros "pseudo-cristãos" desmente essas palavras.
O autor não comparou que a história contada nos 4 evagelhos atuais da bíblia confirmam TODAS as profecias do antigo testamento. Minto! Todas não, porque as que não são confirmadas nos evangelhos são confirmadas nos outros livros do novo testamento.
Ele até confunde que a mensagem do apocalipse de João serve para falar do fim-do-mundo, quando o livro não fala disso. Fala, sim, do retorno de Cristo e do fim do mau e do mal, fala que até mesmo o próprio inferno será lançado no "lago de enxôfre". Mas, em momento algum que o mundo vai acabar, confirmando as profecias do antigo testamento. E a antropologia já explicou que isso pode compor um dos motivos de algumas pessoas nunca desistirem de fazer o bem e não aderirem ao mal, e até mesmo porque o povo, em diferentes regiões e religiões acreditam na chamada "vitória do bem sobre o mal", mesmo os jornais apntando, muitas vezes, para o contrário.
Acho saudável o questionamento de tudo, já disse isso aqui outras vezes, é por isso que sou protestante. Mas, para questionar o erro de algo, deve-se também estudar esse algo e não somente atacá-lo porque outras mentes brilhantes o fizeram. Afinal, o próprio Lutero dizia que se devia comparar tudo à Bíblia e aos textos originais, até mesmo seus próprios sermões. (e não esqueçam que Lutero morreu e foi enterrado como monge católico-apostólico-romano, devoto de Santa Ana!)
Até mesmo os estudiosos de Oxford estão aderindo a modismos só pra fazer fama?
?!
Pois é, o autor, que é doutor em Oxford, tenta mostrar que existiam outros cristianismos e se propõe a fazer uma análise dos livros que não foram incluídos no novo testamento.
Engraçado é que parece que ele não leu os que estão lá, nem mesmo os comparou com os do velho testamento, muito menos com os originais.
Ele próprio faz uma relação dos livros excluídos com suas datas, agora me diga, como Pedro poderia ter escrito um evangelho no segundo século? Ele já tava morto! Só pra citar um exemplo.
Ele se questiona porque foram excluídos os outros livros, e pondera que fora uma simples disputa de poder. Mas, nem sequer analisou a história e os documentos dos diversos concílios que formaram o cânon do novo testamento. Nem ao menos cita quais foram os parâmetros utilizados pra isso ou quanto tempo discutiram e quantas pessoas se dedicaram por quanto tempo a estudar um a um dos livros compilados, comparando-os a outros documentos da época e, principalmente, ao antigo testamento, que é a "bíblia" dos judeus, ou mesmo o simples pentateuco.
Como poderiam haver outros cristianismos? O autor nem sequer estuda o significado da palavra cristão. Ele mostra que "heresia" significa "escolha", mas num diz que "cristão" significa "imitador de cristo". O próprio Cristo diz que é o Messias esperado pelos judeus e que é o próprio Deus, e nenhum dos livros "pseudo-cristãos" desmente essas palavras.
O autor não comparou que a história contada nos 4 evagelhos atuais da bíblia confirmam TODAS as profecias do antigo testamento. Minto! Todas não, porque as que não são confirmadas nos evangelhos são confirmadas nos outros livros do novo testamento.
Ele até confunde que a mensagem do apocalipse de João serve para falar do fim-do-mundo, quando o livro não fala disso. Fala, sim, do retorno de Cristo e do fim do mau e do mal, fala que até mesmo o próprio inferno será lançado no "lago de enxôfre". Mas, em momento algum que o mundo vai acabar, confirmando as profecias do antigo testamento. E a antropologia já explicou que isso pode compor um dos motivos de algumas pessoas nunca desistirem de fazer o bem e não aderirem ao mal, e até mesmo porque o povo, em diferentes regiões e religiões acreditam na chamada "vitória do bem sobre o mal", mesmo os jornais apntando, muitas vezes, para o contrário.
Acho saudável o questionamento de tudo, já disse isso aqui outras vezes, é por isso que sou protestante. Mas, para questionar o erro de algo, deve-se também estudar esse algo e não somente atacá-lo porque outras mentes brilhantes o fizeram. Afinal, o próprio Lutero dizia que se devia comparar tudo à Bíblia e aos textos originais, até mesmo seus próprios sermões. (e não esqueçam que Lutero morreu e foi enterrado como monge católico-apostólico-romano, devoto de Santa Ana!)
Até mesmo os estudiosos de Oxford estão aderindo a modismos só pra fazer fama?
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